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Bragança é o terceiro município a receber o Circuito Cultural Paraense
Fonte: SECULT - Secretaria Estadual de Cultura - 23/07/2008

               Bragança será o terceiro município do Pará a receber as ações do Circuito Cultural Paraense, realizado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e órgãos de cultura como Fundação Cultural Tancredo Neves, Fundação Carlos Gomes, Fundação Curro Velho e Instituto de Artes do Pará. A ação acontece de 23 a 27 de julho e promove o intercâmbio e a troca de experiência da Região do Caeté com todo o estado. Além de mostras culturais, cursos, oficinas e workshops direcionados aos diversos segmentos culturais da tradição popular, o público ainda poderá conferir o resultado de diversas ações preparatórias. Estas são ações que pretendem fomentar o trabalho de capacitação dos artistas locais, socialização dos ofícios e comercialização de obras e produtos.

De acordo com o Secretário de Estado de Cultura, Edílson Moura, é necessária uma ação pública que tire do anonimato artistas populares das regiões paraenses. “Estamos realizando a terceira edição do Circuito sempre com o objetivo de mostrar uma síntese dos bens culturais paraenses e os saberes e fazeres dos povos que habitam esse imenso território amazônico, daí a importância de ter na programação as mais diversas linguagens artísticas”, afirmou o secretário.

O modelo de desenvolvimento que vem sendo apresentado no Circuito Cultural tem demonstrado resultados positivos principalmente nas regiões do Tocantins e do Araguaia, por onde a ação já passou. “É missão do Governo do Estado valorizar a economia da cultura que fortalece os movimentos sociais ligados à cultura popular, já que o Circuito Cultural Paraense deve resultar em geração de renda aos produtores culturais e também tirar do anonimato os diversos artistas populares. Estamos apenas fazendo valer o direito do povo. É nossa obrigação”, reiterou Edílson Moura.

Para Pedrinho Callado, coordenador do Circuito, ações como esta valorizam o artista local. “Esta é uma forma de dar oportunidade e acesso às expressões de identidade, como a Marujada, além de outras expressões artísticas, como cinema, artes cênicas”, afirma. “A idéia é o artista se reconhecer como cidadão paraense e da Região do Caeté”, acrescenta Pedrinho. Para ele, o trabalho da Secult com as prefeituras, secretarias de cultura, associações e outros, amplia os meios de circulação e divulgação do que é produzido e permite que o artista tenha mais espaço para criar. “Estes apoios são fundamentais porque quem cria a cultura é o cidadão”, completa Pedrinho Callado.

 

I Festival de Música da região do Caeté

No dia 24, de julho acontece o I Festival de Música da Região do Caeté, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura. Foram 12 músicas selecionadas, entre 52 composições inscritas, divididas igualmente em seis concorrentes de todo o Pará e seis da região do Rio Caeté, além de premiar o melhor da região. “Esta maneira de classificar e premiar é uma forma de valorização da cultura daquela região, incentivando talentos e estimulando a criação de espaços democráticos”, afirma Pedrinho Callado, coordenador do Festival.

A seleção das músicas foi uma etapa bastante equilibrada, em função do alto nível das composições. Os critérios foram melodia, harmonia e letra. “O júri ficou com uma árdua missão devido à qualidade das músicas”, ressalva Pedrinho. O júri foi composto pelo músico Fabrício dos Anjos, pelo letrista e cantor Renato Lú, compositor Marcos Campelo e pelo músico Pedrinho Callado. Para Marcos Campelo esta seleção foi uma grata surpresa “notamos um interesse e um cuidado maior dos artistas locais em apresentar propostas diferenciadas e bem elaboradas para o Circuito. Isto pôde ser retratado principalmente na qualidade das composições e diversificação de estilos”, explica Campelo.

O Festival será realizado no dia 24 de julho dentro da programação do Circuito Cultural Paraense, no Largo de São Benedito, em Bragança, a partir de 20h.

 

Rabequeiros se apresentam no Circuito Cultural de Bragança

Com a proposta de promover o intercâmbio e a troca de experiência da Região do Caeté com todo o Pará e ainda cultivar as tradições populares, o Circuito Cultural Paraense vem nesta edição com um ícone: a rabeca, principal instrumento usado na tradicional Festividade de São Benedito, por mestre Zito, desde 1978.

Dentro da intensa programação do Circuito, merecem destaque as apresentações dos dois únicos grupos de rabecas do município, que abrem e encerram a programação. Os rabequeiros se apresentam na programação noturna denominada Circuito dos Sons, que acontecerá todos os dias, a partir das 19 horas no palco armado no Largo da Igreja de São Benedito.

Na quarta-feira (23), às 19h30 se apresenta o grupo Rabeca de Bragança, que pela segunda vez será acompanhado pelo músico Toni Soares. Já no domingo (27), às 21h será a vez da Orquestra de Rabecas e Sons do Caeté.

A Rabeca (também chamada de sanfona em Portugal) é um instrumento de origem árabe tendo-se notícias de sua utilização desde a Idade Média. Instrumento de arco, que soa por fricção é uma espécie precursora do violino só que de feitura popular. De timbre mais baixo que o do violino, seu som fanhoso é sentido como tristonho. O tocador recosta a rabeca no braço e no peito, friccionando suas cordas com arco de crina, untado no breu.

Esse instrumento é utilizado no país em manifestações populares e religiosas desde os remotos tempos da invasão portuguesa no Brasil.

Na região norte, em Bragança, a rabeca é o principal instrumento musical da Festividade de São Benedito. Músicas como retumbam, chorado, xote, mazurca e contra-dança fazem parte do repertório da festa, mais conhecida pelo nome de Marujada. Ultimamente tem sido difundida por músicos populares que a trouxeram para os grandes centros urbanos.

De acordo com Rosa Carvalho, coordenadora do Grupo de Rabecas de Bragança, atualmente existem apenas dois grupos de rabeca no município: a Orquestra de Rabeca Sons do Caeté e o Grupo Rabeca de Bragança. “O diferencial dos grupos é que o primeiro já sofreu algumas modificações, como a introdução de novos instrumentos. E o grupo de Rabecas ainda cultiva sua origem desde a criação”, explica Rosa Carvalho.

 

Benedito Alberto Padilha Ribeiro ou Mestre Padilha – Natural de Bragança, Seu Padilha, desde jovem, toca rabeca, tambor, acompanha o grupo da Marujada, além de se dedicar à cultura bragantina há mais de 20 anos. Durante este período, participa e organiza a Festividade da Irmandade da Marujada de São Benedito de Bragança. Atualmente, preside a Diretoria Administrativa da Associação Cultural Musical Bragantina, fundada em 2007 e registrada em março de 2008.  Seu Padilha ainda diz que a proposta do Grupo é promover oficinas para jovens interessados neste gênero musical, preservando a memória do instrumento cultural.

 

Manoel da Costa Raiol - Outro componente do Grupo Rabeca de Bragança que merece destaque é seu Manoel Raiol, filho de Seu Zé Brito, pioneiro da rabeca em Bragança. Seu Manoel já tocou rabeca por diversas festas populares como os cordões de pássaros, carnavais, festa de dança. Sua primeira rabeca foi confeccionada por seu pai, Mestre Brito. “Meu pai se propôs ao desafio de fabricar pela primeira vez uma rabeca e não deu certo”. O instrumento foi confeccionado com uma matéria-prima chamada ”caranã”, árvore muito comum em nossa região. Viu que sua experiência não deu certo e passou desde então a fabricar a rabeca com madeira de “cedro”, material leve e resistente, ideal para a fabricação deste instrumento e que também é muito encontrada nas proximidades.

Convidado por Júnior Soares, compositor e intérprete de músicas regionais, a realizar oficinas de confecção de rabecas aos jovens de Bragança “Com a morte de meu pai, há três anos, passei a fabricar a Rabeca da mesma forma que ele, utilizando técnicas primitivas, mais caseiras”, revelou Manoel.

A arte da fabricação da rabeca é ensinada por Manoel a jovens e adolescentes de Bragança, como forma de preservar a tradição. Na oficina, os participantes aprendem sobre marcenaria, familiaridade com ferramentas, noções de segurança, técnicas específicas relacionadas ao instrumento; também são discutidos temas relacionados às tradições culturais e populares do instrumento rabeca, o que o distingue do violino e debate sobre a questão ambiental, a partir da origem da matéria prima – madeira – e as necessidades de sua preservação. Como se trata de uma turma de jovens, um tema recorrente tem sido a questão da violência e falta de perspectiva de emprego e renda.

 

 

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO

 

OFICINAS DA FUNDAÇÃO CURRO VELHO

Mês: Junho

 

Oficina: Tercelagem

Instrutora: Raimunda Clea

Município: Capanema

                              

Oficina: Iniciação Teatral

Instrutor: Raimundo Pirajá

Município: Bonito

 

Oficina: Serigrafia e Educação Patrimonial

Instrutor: Mestre Apolo e Ronaldo Miranda

Município: Bragança

 

Oficina: Danças Regionais

Instrutor: Esperança Alves

Município: Primavera

 

Oficina: Reaproveitamento de Resíduos Sólidos

Instrutora: Isabel Lima

Município: Terra Alta

 

Oficina: Miniaturas de Barco

Instrutor: Francisco Filho

Município: Salinópolis

 

Oficina: Educação Patrimonial e Caixeteria

Instrutores: Ronaldo Miranda e Conceição Oliveira

Município: Augusto Correa

           

Oficina: Canto e Dicção

Instrutores: Marcos Vinícius

Município: Augusto Correa

 

 

AMBIENTAÇÃO: CONCEPÇÃO, CONFECÇÃO E APLICAÇÃO

Coordenadores: David Matos e Edmar Sampaio

Período: 16 a 23 de julho de 2008

Local: Barracão da Marujada

 

CORTEJO CULTURAL: PLANEJAMENTO, ARTICULAÇÃO, MOBILIZAÇÃO E REALIZAÇÃO

Reunião dos diversos grupos culturais dos municípios da região num passeio pelas ruas da cidade até o local em que acontecerá a abertura oficial do III Circuito Cultural Paraense.

Responsáveis: Alci Santos e Elly Marcelo Andrade

Período (processo): 16 a 24 de julho de 2008

Dia: 23 de julho de 2008

Local de Concentração: Praça das Bandeiras

Percurso: Av. Nazeazeno Ferreira / Polidório Coelho / Av. Marechal Floriano / Rua Adega do Rei / Praça Antônio Pereira.  

Local de Chegada: Largo de São Benedito

 

 CIRCUITO DAS OFICINAS

 

Percussão

Instrutor: Wilson Monteiro

Período: 21 a 25 de julho de 2008

Horário: 09h às 12h - 15h às 16h

Local: E. E. João Paulo II

 

Pintura Sobre Tela

Instrutor: B. Luz - Bragança

Período: 21 a 25 de julho de 2008

Horário: 09 às 12h - 15h às 18h

Local: E.E. João Paulo II

 

Literatura de Cordel

Instrutor: Juraci Siqueira

Período: 21 a 25 de julho de 2008

Horário: 09h às 12h – 15h às 18h

Local: E. E. João Paulo II

 

Danças Folclóricas

Instrutor: Maxinildo Soares

Período: 21 a 25 de julho de 2008

Horário: 09h às 12h – 15h às 18h

Local: E.E. João Paulo II

 

Hip Hop – Dança de Rua

Instrutores: Marcos Hayden

Período: 21 a 25 de julho de 2008

Horário: 09h às 12h - 15h às 18h

Local: E. E. João Paulo II

 

 

Sensibilização Patrimonial e Elaboração de Projetos Culturais

Instrutor: Cléber Gomes da Silva

Palestra: Economia da Cultura – Jr. Soares

Período: 24 e 25 de julho de 2008

Horário: 09h às 12h – 15h às 18h

Local: E. E. João Paulo II

 

 

Partitura Corporal

Instrutor: Rutiel Felipe

Período: 21 e 25 de julho de 2008

Horário: 09h às 12h – 15h às 18h

Local: E. E. João Paulo II

 

 

CIRCUITO DOS SABERES E FAZERES TRADICIONAIS

 

Seminário de Identidade e da diversidade cultural

PALESTRA

CARIMBÓ: PATRIMÔNIO CULTURAL BRASILEIRO

            Palestrantes: Isaac Loureiro e Mariane Sampaio

            Dia: 26 de julho de 2008

            Horário: 08h30 às 09h30

            Local: EFAC – seminário

 

PALESTRA

IDENTIDADE E RELIGIOSIDADE AS MARGENS DO RIO CAETÉ

            Palestrante: Dário Benedito Rodrigues

Mediador: Walter Figueredo

Dia: 26 de julho de 2008

            Horário: 09h45 às 12h

 

03. PROJETO FALA MEMÓRIA / IAP

ENCONTRO DE MESTRES TOCADORES DE TAMBORES

            Mediador: Walter Figueredo

            Dia: 26 de julho de 2008

            Horário: 14h

            Local: EFAC – seminário

 

EU CURTO CIRCUITO (MOSTRA DE CINEMA)

 

24/07 (quinta-feira)

1. Filme: Bragança: A Pérola do Caeté / Menino Urubu / Professor da Farinha / Quero ser Anjo

Horário: 19h às 20h

Local: Palco armado – Largo de São Benedito

Classificação: LIVRE

 

25/07 (sexta-feira)

1. Filme: Meu Tempo Menino / A Onda: festa na pororoca / Vila que era / Chama Verequete

Horário: 19h às 20h

Local: Palco armado – Largo de São Benedito

Classificação: LIVRE

 

 

26/07 (sábado-feira)

1. Filme: Bragança: A Pérola do Caeté / A Revolta das Mangueiras / Tocando a Memória - Rabeca

Horário: 19h às 20h

Local: Palco armado - Largo de São Benedito

Classificação: LIVRE

 

CIRCUITO DAS ARTES CÊNICAS

 

Grupo Teatral Espaço e Arte

Espetáculo: “Pluft, Fantasminha – Maria Clara Machado ”: 8878-9267

Dia: 21 de julho de 2008

Local: Museu da Marujada

Horário: 18h

 

Projeto Cena Interior – Igarapé-açu

Espetáculo: “Tem gato no telhado”

Dia: 22 de julho de 2008

Local: Museu da Marujada

Horário: 18h

 

 

CIRCUITO DO ARTESANATO

Período: 23 a 27 de julho de 2008

Local: Tenda armada – Largo de São Benedito

Expositores: Região do Rio Caeté

 

 

CIRCUITO GASTRONÔMICO

Período: 23 a 27 de julho de 2008

Local: Tenda armada – Largo de São Benedito

Expositores: Região do Rio Caeté

 

 

CIRCUITO DAS LESTRAS

           

PROJETO ÔNIBUS BILBIOTECA

Atividades com dinâmicas de leitura

Período: 25 a 27 de julho de 2008

Horário: 09h ás 12h - 16h ás 18h

Local: Praça Antônio Pereira (em frente à Prefeitura)

 

 

PAPO LITERÁRIO

Escritor Convidado: Leila Nascimento

Período: 25 de julho de 2008

Horário: 17h

Local: Ônibus Biblioteca - Praça Antônio Pereira (em frente à Prefeitura)

 

 

Escritor Convidado: Juraci Siqueira

Período: 26 de julho de 2008

Horário: 17h

Local: Ônibus Biblioteca - Praça Antônio Pereira (em frente à Prefeitura)

 

 

CIRCUITO DAS ARTES VISUAIS

Período: 23 a 27 de julho de 2008

Local: Praça Antônio Pereira e Museu da Marujada

Exposição de Maré de Cores-Bragança

Expositor: Guilherme Torres – A. Correa Fotografia

Exposição de Fotografia Centenário da Estrada de Ferro - Bragança

 

 

 CIRCUITO DAS CULTURAS POPULARES

 

Boi-Bumbá

Atração: Boi Malhadinho de Bragança

Dia: 25 de julho de 2008

Local: Museu da Marujada

Horário: 18h às 19h

 

 

Cordão de Pássaro

Atração: Pássaro Tangará

Dia: 27 de julho de 2008

Local: Museu da Marujada

Horário: 18h às 19h

 

CIRCUITO DOS SONS

Local: Palco Armado no Largo da Igreja de São Benedito

 

23/07 (quarta-feira)

Abertura Oficial: Secretário de Estado de Cultura (Prof. Edílson Moura), Gestores dos Órgãos de Cultura do Governo do Estado do Pará, Prefeito de Bragança, Secretários Municipais de Cultura dos Municípios participantes do Circuito Cultural Paraense

19h30 – Chegada do Cortejo Cultural

20h - Marujada (Bragança)

21h – Coral do Rosário, Rabequeiros & Toni Soares

22h – Banda Sayonara (Belém)

 

24/07 (quinta-feira)

20h – I Festival de Música do Caeté

22h – Quinteto Caeté & Convidados: Fabiano Cardoso, Índio, Júnior Negão & Geraldo (Bragança)

23h - Guitarradas do Pará (Marituba)

25/07 (sexta-feira)

20h – Trinca Ferro Mirim e os Quentes da Madrugada (Santarém Novo)

21h – Dança da Farinhada (Nova Timboteua)

22h - Júnior Soares, Luê Nayá & Convidado: Edu Filho (Belém)

23h – Mario Mousinho e Banda (Belém)

 

26/07 (sábado)

20h - Marujada (Tracuateua)

21h - Felipe Rosa & Quarteto Legal e Convidados: Flávia, Chiara, Vinicius & Adriano (Bragança)

22h - Grupo Raízes COREMAR (Salinópolis)

23h - Gabi & Banda Tecnoshow (Belém)

 

 

27/07 (domingo)

20h – Marujada (Capanema)

21h – Orquestra de Rabecas & Sons do Caete (Bragança)

22h – Grupo Tribo de Mani e Convidados: Alfredo Reis; Bibio & Rede Catinguenta (Bragança)

23h – Banda Warilou (Belém)

 

 

Texto: Assessoria de Comunicação da Secult.







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“Um editor de jornal é alguém que separa o trigo do joio - e imprime o joio.”
Adlai Stevenson, político americano.

 
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