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Pesquisadora estuda como alteração da voz interfere na qualidade de vida do idoso
Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base no Censo 2000, revelam que o Brasil tem 14,5 milhões de pessoas com mais de 60 anos. A maioria destas pessoas, assim como a aposentada Darina Amador, 65, paciente do Hospital Universitário Bettina Ferro (HUBFS), nunca ouviu falar sobre a presbifonia; que significa o envelhecimento das cordas vocais.
A pesquisadora e fonoaudióloga Christiane Menezes do Hospital Bettina defendeu sua tese de mestrado em agosto na Universidade Federal do Pará mostrando como as alterações vocais decorrentes da idade exercem influências na qualidade de vida do idoso. Os estudos foram realizados no hospital univertário com 50 participantes acima de 60 anos, que passaram por avaliação clínica do estado da voz e, em seguida, responderam perguntas relacionadas a sua vida sócio-emocional e física.
Christiane Menezes detalha que o objetivo foi o de entender quais aspectos interferem mais na qualidade de vida dos pesquisados. "Se os aspectos ligados a sua vida social, ou seja, se o paciente deixa de sair por causa da voz, se evita a comunicação com os amigos ou torna-se tímido ou menos expansivo?", indaga.
Ela explica que assim como os outros músculos do corpo, "os músculos que participam da produção da voz, como as articulações e os ligamentos, sofrem modificações com o tempo. Associada a estes fatores, ocorrem alterações como voz instável, trêmula, com aumento de nasalidade e menor intensidade. Outros estudos revelam que a maioria dos idosos não percebe esse envelhecimento na voz e por isso quase nunca buscam ajuda profissional", explica.
A fonoaudióloga pesquisou também os aspectos físicos. Ou seja, se a pessoa precisa respirar mais enquanto fala ou se sente cansaço durante conversa com amigos. "Foi fundamental perceber se a pessoa precisava repetir mais de uma vez para ser compreendida, pois a voz, nestes casos, modifica-se se tornando mais grave ou mais aguda e gerando instabilidade vocal", detalha.
Segundo Christiane, os resultados da pesquisa mostraram que os aspectos físicos interferem muito mais na qualidade de vida dos idosos do que os aspectos sócio-emocionais. "Isso quer dizer que por mais que o diagnóstico da presbifonia seja positivo, a alteração vocal não os torna menos expansivos ou sociáveis". Embora sejam inevitáveis, as modificações da voz podem ter um trabalho preventivo e retardar os efeitos. "Exercícios terapêuticos específicos e hábitos vocais saudáveis, ajudam a preservar a voz, principalmente aqueles que a utilizam muito, como cantores, professores, radialistas e oradores", informa.
Ela aconselha que os profissionais envolvidos nesta área façam um exame clínico e avaliações bem específicas do paciente para que se tenha a certeza de que a alteração vocal esteja acontecendo somente em função desse processo fisiológico. "Se for detectada qualquer alteração orgânica associada, como cistos, pólipos e nódulos, a alteração vocal deixa de ser a presbifonia e precisa aprofundar o tratamento clínico".
O hospital universitário presta atendimento fonoaudiológico pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e o encaminhamento deve ser feito por um médico otorrinolaringologista da instituição ou de um posto de saúde. Todas as consultas do hospital são feitas através do Departamento de Regulação do SUS local (DERE) e gratuitamente.
Crédito: Rejiannne Alves - (91670794) ASCOM/HUBFS - 28/08/2008.

UEPA inicia processo seletivo 2009
A Universidade do Estado do Pará (UEPA) deu início aos Processos Seletivos 2009. A partir desta segunda-feira (25) até o dia 31, os 6 mil candidatos beneficiados com as isenções da taxa de inscrição do processo deverão confirmar a inscrição para não perderem o benefício. O candidato contemplado com isenção total deverá fazer a confirmação, no site da UEPA (www.uepa.br) e imprimir o comprovante, já os que têm a isenção parcial deverão efetuar o pagamento da taxa, no valor de R$ 30 para o Prosel e R$17,50 para o Prise, em qualquer agência bancária para que a confirmação seja feita pela Diretoria de Acesso e Avaliação (DAA/UEPA).
Calendário - Segundo o calendário da Universidade, a primeira prova acontecerá no dia 30 de novembro com 56 questões objetivas de conhecimentos gerais das áreas de Química, Matemática, Física, Biologia, Língua Portuguesa, Literatura Brasileira e Portuguesa, História e Geografia referente a 1ª série do ensino médio. A segunda etapa será no dia 01 de dezembro, com 60 questões objetivas de conhecimentos gerais das mesmas disciplinas da primeira etapa e mais língua estrangeira, todos os conteúdos dessa prova serão referentes aos da 2ª série do ensino médio.
No dia 14 de dezembro, acontecerá a terceira e última etapa, com a aplicação de 54 questões objetivas de conhecimentos gerais, incluindo língua estrangeira e uma redação valendo 30 pontos. Nessa fase os conteúdos exigidos serão referentes a 3ª série do ensino médio. Para todas as etapas cada questão objetiva valerá 1 ponto. Os editais dos processos seletivos da Universidade podem ser acessados pelo www.uepa.br.
Vagas - Este ano são ofertadas 3.036 vagas, distribuídas entre os 17 cursos oferecidos pela Universidade nos cinco Campi da capital e nos 14 Núcleos do interior, nas áreas de Educação, Saúde e Tecnologia. Para o Centro de Ciências Biológicas e Saúde (CCBS) foram disponibilizadas 720 vagas, 430 para capital e 290 para os municípios do interior. No Centro de Ciências Naturais e Tecnologia (CCNT) são 160 vagas para Belém e 270 para o interior, com um total de 430 oportunidades para os cursos do Centro. Os cursos de Educação do Centro de Ciências Sociais e Educação (CCSE) são oferecidos 846 vagas para Belém e 1.040 para interior, com um soma 1.886 vagas.
O município de São Miguel do Guamá ganhou o curso de Letras Língua Portuguesa com 40 vagas. Quem também ganhou novo curso foi o município da Vigia, com 30 vagas para o curso de Licenciatura em Música e 40 vagas para Letras Língua Portuguesa. Os municípios de Cametá e Barcarena ofertarão o curso de Ciências Naturais, com 40 vagas para cada cidade.
Provas - Para ingressar nos cursos de graduação da UEPA é necessário optar por um dos processos seletivos da Universidade: o Programa de Ingresso Seriado (Prise), destinado aos alunos que estão cursando o ensino médio, ou o Processo Seletivo (Prosel), para quem já concluiu. As vagas dos Processos Seletivos são distribuídas igualitariamente entre Prise e Prosel e as seleções acontecem em três etapas.
Os candidatos do Prosel que não alcançarem a pontuação mínima de 40 pontos na soma das pontuações da primeira e segunda fases estarão eliminados. Na terceira etapa, o ponto de corte ficou em 12 pontos na prova objetiva. Na 3ª fase será respeitada a proporção de cinco alunos por vaga na disputa e será exigido, pelo menos, 6 pontos na prova de redação.
Inscrições – As inscrições para os Processos Seletivos da UEPA acontecem no período de 02 a 21 de setembro e só poderão ser feitas pela internet pelos endereços http://www.daa.uepa.br e http://www.prodepa.psi.br/uepa. Os valores serão os mesmos do ano passado, R$ 60 para o Prosel e R$ 35 para o Prise. O pagamento das inscrições será até o dia 22 de setembro, em qualquer agência bancária. Os candidatos portadores de necessidades especiais, que precisem de atendimento diferenciado nos dias das provas, deverão fazer a solicitação no período de 02 a 21 de setembro.
Mais informações: www.prodepa.psi.br/uepa.
Crédito: Fabrício de Paula / UEPA - Fonte: Agência Pará de Notícias - 26/08/2008.

Governo apresenta projeto do novo Hospital Materno-Infantil
A governadora Ana Júlia Carepa apresentou o projeto de construção de novo Hospital Materno-Infantil da Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará, às 16h desta terça-feira (26), na Secretaria de Estado de Planejamento, Orçamento e Finanças (Sepof). Voltada para atenção ao alto risco, a unidade será construída em parceria com o Ministério da Saúde, ao custo estimado de R$ 42,6 milhões.
O novo Hospital Materno-Infantil ampliará as instalações da Santa Casa – prédio com mais de 108 anos de história – e deverá absorver a demanda hospitalar atual, proveniente de Belém e de todo o interior do Pará. A proposta é reformar e ampliar o hospital, com a construção de um novo bloco, que terá acesso principal pela rua Bernal do Couto. A unidade receberá áreas consideradas críticas da Santa Casa e parte da internação.
O novo hospital, que ficará no próprio terreno da Santa Casa, será construído de acordo com as normas técnicas, adequadas e modernas, tendo como apoio parte das instalações existentes. A área construída será de 18.347 metros quadrados, distribuídas em sete andares e subsolo. No prédio, serão instaladas a urgência e emergência obstétrica e neonatal.
O novo prédio também terá ambulatórios de especialidades voltadas à saúde da mulher e da criança, Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal e adulto, berçário patológico e leitos de alojamento conjunto obstétrico. O Hospital Materno-Infantil será destinado à implantação de maternidade de alto nível no complexo hospitalar.
O projeto completo será apresentado pela governadora Ana Júlia Carepa para os líderes de partido da Assembléia Legislativa e também para a imprensa, em coletiva na Sepof. Ana Júlia vai detalhar a proposta, apresentando cronograma prévio da obra, investimentos e imagens do futuro hospital, em maquetes eletrônicas.
Crédito: Luiz Carlos Santos - Secom - Agência Pará de Notícias - 26/08/2008.

Companhia Vale do Rio Doce investirá na construção de usina siderúrgica em Marabá
A Companhia Vale do Rio Doce investirá na construção de uma nova usina siderúrgica em Marabá, com capacidade anual de produção de 2,5 milhões de toneladas métricas de aço semi-acabado.
O valor estimado do investimento será de US$ 3,3 bilhões e o início da operação está previsto para 2013. O projeto compreende a instalação de uma usina integrada para produção de bobinas a quente, chapas grossas e tarugos, que poderá ter a capacidade expandida para produzir até cinco milhões de toneladas métricas, além de uma coqueria, localizada em Barcarena.
Serão gerados 16 mil novos empregos na primeira fase do projeto e 3,5 mil empregos diretos e 14 mil indiretos na fase de operação. A iniciativa da Vale permitirá a realização de outros investimentos de modo a resultar na formação de um pólo metal-mecânico, contribuindo para o desenvolvimento sustentável do Pará.
Agenelli disse que a Vale busca atrair parceiros para o projeto, que visa apoiar a promoção do crescimento da indústria siderúrgica no Brasil, com fornecimento de minério de ferro de alta qualidade.
Crédito: Luiz Carlos Santos - Secom - Agência Pará de Notícias - 18/08/2008.

Presidente Lula e a governadora participam do anúncio de expansão da Vale
Na solenidade do anúncio da expansão dos negócios da companhia Vale, no Pará, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a governadora Ana Júlia Carepa mostraram um discurso afinado. Para eles, o esforço conjunto dos governos federal e estadual, somados aos investimentos da Vale, resultarão em desenvolvimento econômico e social para o Estado e ajudarão a reduzir as desigualdades regionais que ainda existem no País.
De acordo com o presidente, os investimentos anunciados pela Vale, no Pará – que vai aplicar US$ 20 bilhões no Estado até 2010 - vão reduzir as diferenças históricas entre as regiões brasileiras.
Para Lula, é necessário “pensar o País em sua totalidade”. Ele disse que o modelo de negócios até há pouco tempo predominante no Brasil privilegiava os locais onde havia infra-estrutura, formação acadêmica suficiente para atender o mercado e demais facilidades. “Pensando assim, o Brasil foi ficando meio torto, inchado de um lado, um amontoado de riqueza cercado de pobres por todos os lados", comparou, acrescentando as regiões Nordeste e Norte foram “esquecidas”.
Ana Júlia Carepa concordou. Ela destacou que a siderúrgica anunciada pela Vale é a concretização do sonho paraense de verticalizar a produção minerária, agregando valor ao produto. “Assim, vamos transformar o minério de ferro em trabalho, geração de emprego e qualidade de vida. São empreendimentos que gerarão riquezas, emprego e renda nas suas regiões de abrangência e em todo o Pará”, comemorou.
O presidente Lula defendeu mudança de comportamento e mais consciência política, a fim de que o País torne-se “muito mais justo se tornarmos o crescimento do país mais equânime". Ana Júlia Carepa lembrou que o governo do Pará assumiu o desafio de implantar um novo modelo de desenvolvimento social no Estado e que isto passa necessariamente pela ampliação do PIB paraense em 25% em quatro anos. “É um esforço grande de modernização que conjuga crescimento econômico com enraizamento social do desenvolvimento”, disse. A expectativa é que o PIB estadual chegue a R$ 55,2 bilhões em 2010.
Segundo a governadora, pelo menos R$ 13,2 bilhões devem ser investidos em obras de infra-estrutura que vão ajudar o Estado a alcançar a meta de se desenvolver “a passos largos e com sustentabilidade”.
Ela citou que integram a lista de obras que iniciaram no ano passado e que têm previsão de conclusão até 2010: a construção das eclusas e do canal de navegação de Tucuruí; a hidrovia do rio Tocantins; a construção do píer 400 e das rampas do porto de Vila do Conde; a pavimentação da Transamazônica entre Marabá e Rurópolis; a manutenção da BR-316, da Belém-Brasília e outras rodovias importantes; a interligação com a linha de transmissão Tucuruí-Manaus-Macapá; projetos sócio-ambientais de preparação para a construção da hidrelétrica de Belo Monte; obras de saneamento básico e habitação vinculadas, principalmente, ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
O presidente disse que o Brasil vive um “momento excepcional” por haver entrado em um "ciclo duradouro de crescimento". Para ele, os jovens brasileiros farão parte de uma geração que verá o país crescer por, pelo menos, 15 anos consecutivos.
Fonte: Sonia Zaghetto - Secom - Agência Pará de Notícias - 16/08/2008.

Tracuateua festeja 50 anos do Círio de Nazaré
A Paróquia São Sebastião em Tracuateua festejará no próximo dia 17 de agosto 50 anos do Círio de Nossa Senhora de Nazaré. A paróquia preparou uma programação extensa para relembrar o primeiro círio, realizado em 1958, e todo o processo evolutivo pela qual a festa passou ao longo desses anos.
O início dos festejos nazareno no município aconteceu no dia 28 de junho, com a ExpoCristo, uma exposição catequética sobre a vida dos santos. Houve palestras, mostra de filmes, quermesse, brincadeiras e apresentações culturais.
Cursos profissionalizantes nas áreas da indústria, comércio e agricultura, realizados em parceria com o Sebrae e outras entidades, no período de 30 de junho a 20 de julho, também fizeram parte da programação da festa.
No dia 20 de julho foi celebrada a missa de envio dos evangelizadores e as imagens da Virgem de Nazaré saíram para as comunidades do município, dando início ao período de evangelização domiciliar tanto na cidade quanto nos núcleos rurais. O retorno das imagens à cidade, ocorrerá na quinta, 14 de agosto.
Confira o restante da programação:
15/08/08 – IMAGEM PEREGRINA
18h - Carreata com a imagem peregrina de Belém. Saída de Vila Fátima até Tracuateua. 19h30 – Missa na Igreja Matriz. Em seguida haverá a apresentação do Auto do Círio na sede social do Progresso.
16/08/08 – VÉSPERA DO CÍRIO
05h – Alvorada festiva organizada pelos moradores da cidade 06h30 – Retorno da imagem peregrina 09h – Batizados 15h – Círio dos cavaleiros de Santa Tereza 19h30 – Missa 21h - Transladação da imagem para o setor Água Fria 22h - Show religioso com o grupo Cantores de Deus (ao lado do Salão Paroquial)
17/08/08 – DIA DO CÍRIO
06h00 – Missa no setor Água Fria 08h00– Saída da Procissão 09 às 11h – Transmissão do Círio ao vivo pela TV Nazaré 10h00 – Missa do Círio 11h30 – Almoço do Círio (venda) 18 a 23/08: PÓS-CÍRIO 19h30 – Celebrações seguidas de atividades promovidas e organizadas pelas Pastorais e movimentos paroquiais da cidade
24/08/08 - RECÍRIO
07h – Missa na Igreja Matriz 19h30 – Missa com procissão conduzindo a imagem para o Centro Nazaré.
Crédito: Ana Cristina Costa Silveria - Fonte: www.tracuateua.web44.net - 15/08/2008.

Prorrogadas até dia 20/08 as inscrições para Agente Censitário do IBGE
VAGAS NAS CAPITAIS E NO INTERIOR
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE – estendeu o período de inscrições para o concurso que busca preencher 700 vagas de Agente Censitário, distribuídas em todos os estados da federação e o Distrito Federal. As inscrições poderão ser feitas até o dia 20 de agosto, somente pela Internet (www.consulplan.net). Nas agências dos Correios as inscrições encerram nesta quarta-feira, 13. A taxa de inscrição é de apenas R$ 14,50. O cronograma para o processo seletivo continua o mesmo – a prova objetiva será aplicada no dia 21 de setembro de 2008.
Os agentes trabalharão na atualização de mapas municipais, mapas cadastrais e croquis dos setores censitários da base territorial, bem como do cadastro de endereços. A jornada de trabalho será de 40 horas semanais para um contrato de um ano que poderá ser prorrogado para o mesmo período.
Serão 665 vagas de ampla concorrência e 35 destinadas aos portadores de necessidades especiais. A seleção consistirá em uma prova objetiva, prevista para o dia 21 de setembro, de 14h às 18h, com questões de português, geografia, raciocínio lógico, noções de informática e conhecimentos gerais. Serão oferecidas vagas para 492 cidades, sendo que as provas vão ser aplicadas nas próprias cidades onde há vagas para este cargo.
INFORMAÇÕES: 32 3729-4700 ou 0800-283-4628.

Fórum aponta Hospital Universitário Bettina Ferro como referência em implante coclear em 2009
Ampliar a qualificação multidisciplinar dos profissionais de saúde do Pará, investir em melhorias no centro cirúrgico e buscar o reconhecimento oficial junto aos Ministérios da Educação e da Saúde para tornar em 2009 o Hospital Universitário Bettina Ferro a única instituição pública referenciada na Região Norte para realizar o implante coclear. Estes desafios marcaram o encerramento do I Fórum de Implante Coclear do Estado do Pará, ocorrido neste final de semana na Estação Unimed da Rua Senador Barata.
O evento contou com a participação de 350 profissionais especialistas, entre eles otorrinolaringolistas, oftalmologistas, psicólogos, fonoaudiólogos, assistentes sociais, neurologistas, pediatras, radiologistas e enfermeiros, além da participação de universitários e de familiares com os filhos que fizeram o implante coclear e resgataram a audição.
De acordo com o otorrinolaringolista do Hospital Bettina e organizador do Fórum José Cláudio Cordeiro, “o evento preencheu totalmente a expectativa. Imagina o significado de colocar mais 350 profissionais num final de semana debatendo a importância de novas tecnologias, o resgate da audição e da linguagem. Estamos superando uma dívida social com os nossos semelhantes, que são os mais carentes e necessitados do serviço que será oferecido gratuitamente no hospital em 2009”, destaca José Cláudio.
O implante coclear consiste na realização de pequena cirurgia atrás da orelha do paciente e o implante do aparelho por cima e por dentro do couro cabeludo em conexão com a cóclea, que recebe os impulsos elétricos para as fibras auditivas - neurônios- que encaminham para o cérebro através dos nervos auditivos, ajuda-o na sua comunicação e na integração social e familiar.
Para a secretária de Saúde, Laura Rossetti, o Hospital Bettina, através das equipes multidisciplinares, tem contribuído o crescimento da medicina no Pará. “ O evento é digno de festejar. Não acredito no sucesso da instituição pública de saúde se não for fortalecendo os segmentos de pesquisa e extensão. O desafio de fazer saúde na Amazônia é muito grande, porém o sucesso do implante coclear realizado fora do Estado será feito no Pará em 2009, permitindo o resgate da audição para muitos cidadãos. Este mérito é da equipe e do trabalho do José Cláudio”, destaca.
O conferencista Rodolpho Penna Lima Júnior e coordenador médico do Programa de Implante Coclear do Hospital Coração de Natal, no Rio Grande do Norte, explica que para realizar o implante é necessário seguir um protocolo. “Primeiro é necessário um diagnóstico e a seleção. Depois vem o processo cirúrgico, o acompanhamento e a (re) habilitação, além de uma profunda transparência com a família do paciente. O primeiro implante brasileiro foi realizado em 2000. Em 2006, alcançamos 1000 e atualmente existem 2200 implantados no Brasil e 150 mil no mundo. Quanto mais cedo detectarmos o diagnóstico, mais fácil será evitar a perda da audição. Por isso é importante fazer o teste da orelhinha quando do nascimento do filho e tomar todas as vacinas corretamente”.
A tecnologia do implante coclear, mais conhecida como “ouvido biônico”, é fornecida pela Áustria, Estados Unidos e a Austrália e importado pelo Ministério da Saúde. No Brasil existem apenas oito centros autorizados para implantes, sendo seis em São Paulo, um no Rio Grande do Sul e um no Rio Grande do Norte. Somente o custo do aparelho e da cirurgia para os cofres públicos fica em torno de R$ 47.000,00. No setor privado, o valor passa para R$ 150.000,00, conforme informa Flávio Almeida, de Capanema, cujo filho fez o implante em Bauru. “Não estou incluindo aí os custos de passagem, hotel, alimentação e outras despesas”, ressalta, alertando que possui um plano de saúde.
O diretor presidente da Central Brasileira de Implante Coclear e Supervisor de Serviço de Implante Coclear do Hospital das Clínicas de São Paulo, Robinson Koji Tsuji, elogia os esforços do Hospital Bettina, através da equipe médica do médico José Cláudio, que trabalha para referenciar a instituição pública saúde como mais um centro de implante do Brasil. “Os valores econômicos precisam ser comparados com o custo benefício para a família, o paciente e a sociedade”, pondera.
O casal Luiziene Araújo Neves e Victor Roberto Martins Saldanha, moradores de Ananindeua, explica que o filho Victor Filho (foto) perdeu a audição com 16 meses de vida e começou uma grande luta familiar para superar a surdez bilateral profunda. “Depois de muitas viagens e consultas no Rio de Janeiro e São Paulo, conseguimos fazer o implante coclear em Bauru quando ele tinha dois anos de idade. Hoje somos uma família feliz, pois meu filho estuda a 4ª série, está com 10 anos, estuda música e toca sax na Banda do Lauro Sodré e tem uma estima muita elevada”, conta emocionada. Victor Filho disse que “os seus sonhos são estudar música ou arquitetura”. O celular toca, ele atende, ouve, responde e fala que é a namorada.
Contatos:
- Hospital Bettina Ferro: Telefones: 3201.7825 / 3201.7656.
Fonte: Kid dos Reis (Assessor de Imprensa) Email: kid@amazon.com.br - 11/08/2008.

Incra requisita licença ambiental para obras em 31 assentamentos no Nordeste do Pará
Órgão fundiário espera autorização do Governo do Estado para ações que beneficiarão mais de 12 mil famílias assentadas
A Superintendência Regional do Incra em Belém (SR-01) solicitou à Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Pará (Sema) autorização para a realização de obras de infra-estrutura em 31 projetos de assentamento localizados no nordeste paraense. Os pedidos, encaminhados no final de julho, atendem ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre a autarquia fundiária e o órgão estadual para o licenciamento ambiental de todos os projetos de assentamento implantados no Pará.
Aproximadamente R$ 20 milhões em investimentos para a abertura e recuperação de estradas, construção de moradias rurais e de sistemas de tratamento e abastecimento de água já foram empenhados pelo Incra, que aguarda somente a autorização da Secretaria de Meio Ambiente para dar início às ações, que atenderão 12.600 famílias assentadas.
De acordo com o cronograma operacional do Incra de Belém, serão construídos, ainda este ano, um total de 433 quilômetros de estradas, 892 casas e nove sistemas de abastecimento de água. As obras acontecerão em 31 projetos de assentamento localizados em 14 municípios, nove deles no Território da Cidadania do Nordeste do Pará (Dom Eliseu, Nova Esperança do Piriá, Capitão Poço, Paragominas, Garrafão do Norte, Ulianopólis, São Domingos do Capim, Aurora e Ipixuna do Pará).
Proteção ambiental
Cada uma das solicitações encaminhadas ao Governo do Pará foi acompanhada de diagnósticos ambientais completos, elaborados pelo Incra para identificar possíveis danos à natureza, bem como definir ações para minimizar ou mesmo impedir impactos ambientais resultantes das ações de implantação e recuperação de infra-estrutura nos assentamentos.
“Praticamente nada será feito pelo Incra sem o cumprimento criterioso da legislação ambiental”, garante o superintendente regional do Incra em Belém, Elielson Silva. “Os relatórios que acompanham as solicitações foram realizados após minuciosos trabalhos de campo, onde foram levantados desde a localização exata da área onde cada casa será construída, até as medidas compensatórias para possíveis danos ambientais, passando pela análise da vegetação, dos recursos hídricos, do solo e do uso potencial recomendável para o projeto de assentamento, dentre outros detalhes não menos relevantes”, explicou o dirigente do Incra. “Nenhuma obra será realizada se puder causar dano irreparável ao meio ambiente”, ressalta Silva.
Ação em Resex's
O rigor do Incra no que se refere à prevenção de danos ambientais também se estende às Reservas Extrativistas (Resex) administradas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), no Nordeste do Pará.
É que mesmo não sendo projetos de reforma agrária, as reservas extrativistas federais são contempladas com infra-estrutura provida pelo Incra. Por isso, todas as ações desenvolvidas pelo órgão em tais áreas também são antecipadas por estudos de impacto ambiental.
Em reunião realizada nesta quarta (06), Incra, Ministério Público Federal, ICMBio e representantes das associações de moradores de Resex debateram métodos e cronogramas das ações que serão realizadas em 11 reservas extrativistas situadas no nordeste paraense, onde R$ 23 milhões em créditos serão investidos este ano pelo Incra para a construção de moradias e aquisição de equipamentos de apoio à produção extrativista.
Conforme definido, a Superintendência do Incra em Belém somente dará início à construção de estradas e a liberação dos créditos após autorização do Instituto Chico Mendes. Relatórios detalhados das ações e impactos ambientais foram encaminhados aos gestores das reservas para análise técnica e discussão com as comunidades a serem beneficiadas. “São áreas ocupadas por populações extrativistas tradicionais que precisam, antes de tudo, da preservação da natureza para sobreviverem do uso sustentável dos recursos naturais”, explica o superintendente do Incra. “Daí a necessidade de adotarmos todas as cautelas ambientais antes de executarmos qualquer tipo de ação nessas áreas”, complementou.
Fonte: Assessoria de Comunicação do INCRA - 09/08/2008

DNIT libera recursos para BR 163
DNIT destinará 140 milhões para asfaltar o primeiro lote da BR-163
O Ministério dos Transportes, através do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (DNIT), concluiu o processo licitatório do primeiro trecho de 120 quilômetros na BR-163, que liga Rurópolis à Itaituba. Serão investidos R$ 140 milhões para asfaltar este trecho e o contrato com a empresa vencedora será assinado nos próximos 15 dias, que deverá iniciar os trabalhos em setembro.
O deputado federal Zé Geraldo, que acompanha as obras, explica que o Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes já propôs empenhar, ainda neste semestre, o valor de R$ 50 milhões do valor total do contrato para o início do asfaltamento no período do verão amazônico, garantindo assim 90 dias de trabalho firme. Os recursos restantes serão liberados em 2009.
Segundo o parlamentar, o asfaltamento destes 120 quilômetros somados aos 30 quilômetros que estão sendo executados pelo Batalhão de Engenharia (BEC) de Santarém, serão 150 quilômetros de asfaltos para o desenvolvimento da região. “Em relação à licença ambiental, ela será concluída nos próximos dias, superando assim um entrave histórico para o escoamento da produção regional e criando oportunidades de melhorias para os moradores e os produtores da região”.
O parlamentar informa que os demais trechos da rodovia BR-163 estarão licenciados até o final do ano. A BR-163 liga a capital do Mato Grosso, Cuiabá, a Santarém, no Pará. A estrada atravessa uma das regiões mais ricas do País em recursos naturais e potencial econômico, sendo marcada pela presença de importantes biomas brasileiros, como a Floresta Amazônica e o Cerrado. As obras nesta região estão inclusas no Programa de Aceleração do Crescimento – PAC, e são consideradas prioridade para o governo federal.
Fonte: Kid dos Reis (Assessor de Imprensa) Email: kid@amazon.com.br - 07/08/2008

Segup apura depredação do patrimônio em Viseu
Nove pessoas já foram presas pelas polícias Militar e Civil, acusadas de envolvimento na depredação do patrimônio público na cidade de Viseu, na região do Rio Caetés, na manhã de terça-feira (5).
Estão presos Marcelo Ferreira dos Santos, Albenízio Gomes de Aguiar, Deivison da Silva Gomes, Adenilson Oliveira da Silva, Eldon José Silva Monteiro, Edilson da Silva Oliveira, Manuel Gonçalves da Silva e Rafael Leite da Silva, acusados dos crimes de dano ao patrimônio, roubo e formação de quadrilha. Na tarde desta quarta-feira (6) mais uma pessoa foi presa sob acusação de participação nos crimes.
O secretário de Estado de Segurança Pública, Geraldo Araújo, informou nesta quarta-feira (6), em entrevista coletiva, as providências tomadas pelo governo do Estado para apurar os fatos ocorridos em Viseu e punir os responsáveis.
Segundo o secretário, já foi apurado que na última segunda-feira (4) uma equipe de policiais de Viseu foi verificar denúncia de que dois foragidos de Justiça estariam no bairro Piçarreira. Quando os policiais chegaram ao local, pessoas que jogavam num campo de futebol saíram correndo. O cabo da PM Santos perseguiu um dos rapazes, identificado depois como Joelson da Silva Souza, 17 anos, que estaria armado com uma faca.
O cabo informou que o adolescente reagiu e ambos travaram luta corporal, ocorrendo o disparo que provocou a morte do rapaz. Na manhã seguinte, informou o secretário, cerca de 70 pessoas se reuniram para protestar pela morte de Joelson. A Companhia da PM em Bragança foi acionada para reforçar o policiamento em Viseu.
O grupo foi à Delegacia de Polícia, libertou presos, incendiou e saqueou o prédio. O alvo seguinte foi o Fórum da cidade, que também foi saqueado e incendiado. Até a casa do juiz da Comarca foi saqueada. Com reforço policial de Belém, a normalidade foi restabelecida à tarde, quando iniciaram as investigações.
Além dos acusados de envolvimento na depredação do patrimônio público, foi preso Alexandro Lopes, homicida que fora libertado na invasão à delegacia. Vários objetos e armamento roubados do Fórum foram recuperados, entre os quais 21 revólveres, três pistolas, uma geladeira, uma CPU de computador, duas sacolas contendo maconha e alguns processos judiciais. Com os acusados a polícia apreendeu também quatro espingardas, dois revólveres e cinco motos roubadas.
Geraldo Araújo afirmou que as investigações continuam, para que todos os responsáveis pelos crimes sejam identificados e responsabilizados pela Procuradoria Geral do Estado.
Fonte: Walrimar Santos - Polícia Civil / Ag. Pará de Notícias - 07/08/2008

Para evitar multas, pecuaristas começam a retirar gado de estação ecológica
Após a apreensão de 3,5 mil cabeças de gado pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) na Operação Boi Pirata, os pecuaristas estão retirando o rebanho bovino das fazendas na área da Estação Ecológica da Terra do Meio (PA), antes mesmo de receber a notificação. A finalidade da ação voluntária é evitar multas, apreensões e processos judiciais.
O pecuarista Alessandro Gonçalves, conhecido pelo apelido de “Batata”, disse que os fiscais do Ibama foram à sede da propriedade e pediram para retirar o gado que está na área da Estação Ecológica da Terra do Meio. Gonçalves está retirando o primeiro lote de gado antes da notificação porque, segundo ele, ao receber o documento o Ibama dá um prazo de apenas 15 dias para o deslocamento. Ele alega que uma quinzena é insuficiente, pois ainda há outro lote para retirar da área.
“Estou me antecipando devido a essa covardia que fizeram com o Lourival Medrada [que teve o gado apreendido pelo Ibama e vai perder toda a infra-estruta construída na fazenda], para não acontecer isso outra vez”, afirma o pecuarista, alegando que esta não é a melhor época para se retirar o gado, porque falta água, as pastagens ao longo da estrada estão secas e os bois vão morrendo de fome e de sede.
Ele informa que o custo de retirada do primeiro lote de vacas (935 cabeças), que já está na estrada, vai passar de R$ 10 mil e que já morreram 18 bois. Os pecuaristas não esperavam a estiagem que está ocorrendo este ano na região. “Estamos há quase 80 dias sem chuva e nunca ficou um mês sem chover aqui antes”, disse o colono Gilberto Alves Olímpio, que há seis anos comprou um terreno na Terra do Meio.
A infra-estrutura e a logística para a retirada do rebanho são precárias. A única via de acesso a São Félix do Xingu é uma estrada de terra. Um caminhão carregado com 18 cabeças de gado demora dois dias para cada viagem, se tudo correr bem. As estradas são esburacadas e com pontes improvisadas com troncos e "pranchões" atravessados sobre os córregos. Não existe ponte de concreto armado, todas são de madeira, e com o peso dos caminhões duram pouco.
O frete sai caro para quem paga e, mesmo assim, não cobre os custos de quem recebe. É o caso do motorista Sebastião Marques, que tombou o caminhão, quando transportava 18 bois e bloqueou a estrada por mais de 12 horas. “O frete aqui na região não pode ser menos de R$ 4 por quilômetro rodado”, explica Marques.
Neste sábado, o quilômetro está em R$ 3,50, mas os frigoríficos insistem em pagar apenas R$ 2,50. De acordo o motorista, o valor não cobre as despesas com combustível – o litro de óleo diesel custa mais de R$ 3 na Vila Central, único posto de abastecimento na estrada que vai para a Terra do Meio. Cada viagem custa aproximadamente R$ 2,2 mil, dependendo da distância em que estiver o gado.
Fonte: Douglas Dinelli- Sema / Agência Pará de Notícias - 01/08/2008

Governadora quer a Alcoa apoiando desenvolvimento do Pará
A governadora Ana Júlia Carepa conheceu os empreendimentos da Companhia, durante a inauguração do escritório da Alcoa em Belém, nesta quinta-feira (31), com a abertura de uma exposição que dá destaque à mina de Juruti e à cadeia produtiva do alumínio. Para exploração da reserva de 700 milhões de toneladas, sendo que a capacidade inicial da mina de Juruti é de 2,6 milhões de toneladas, a Alcoa investirá R$1,7 bilhão, recursos esses que a governadora desafiou a empresa a transformá-los em benefícios à população local.
“Desejo que esses investimentos representem uma vitrine ao mundo e possam contribuir com o objetivo que perseguimos constantemente, que é um novo modelo de desenvolvimento que não seja de um Estado mero exportador de matéria-prima, mas com respeito o meio ambiente e faça o Pará crescer com inclusão social”, afirmou. Esta não deverá ser uma tarefa apenas para empresa e para o governo do Estado.
Juriti (oeste do Pará) tem população de 34.338 habitantes, de acordo com o censo do IBGE de 2007. Com um IDH de 0,63 e renda per capita de R$ 55,18, a economia do município se baseia na agricultura de subsistência (mandioca), pesca, pecuária e extrativismo. Números pequenos para uma cidade que recebe um empreendimento de exploração mineral que deverá ser exemplo para o Brasil e o mundo. Esta é a expectativa do governo do Estado e da diretoria da Alcoa, responsável pela implantação do projeto Mina de Juruti de transformação da bauxita em alumina e alumínio, o negócio da empresa.
Ana Júlia Carepa também convidou a empresa a participar do Fórum Paraense de Competitividade (FPC), espaço de discussão que envolve governos, universidades, bancos públicos e os setores produtivos para elencar os entraves de cada cadeia produtiva. “Estabelecemos uma meta que o nosso PIB seja ampliado em 25%. Para isso, precisamos fazer com que a modernização e o crescimento seja enraizado. Em 2008, o PIB do Pará foi de R$ 47 bilhões. Queremos que pelo menos 25% desse PIB seja investimentos. Para isso, precisamos que R$ 11,7 bilhões sejam aplicados em bens de capital. E não tenho dúvidas que a iniciativa privada tem papel fundamental nesse volume de recursos”, afirmou.
A contrapartida do governo do Estado, segundo a governadora, é o investimento em infra-estrutura. Este ano, serão investidos 20% do orçamento nesta área, além de obras do governo federal como as eclusas de Tucuruí, ampliação do porto de Vila do Conde, asfaltamento da Transamazônica e da BR-163, e as obras de saneamento e urbanização do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “Temos feito um esforço para racionalizar custos da máquina administrativa e reduzir despesas. De longe sabemos que não faremos o rearranjo institucional sozinhos, especialmente a democratização dos recursos públicos, esta é uma tarefa difícil, mas queremos ultrapassar o discurso do potencial do Pará”, enfatizou.
Fonte: Fabíola Batista - Secom / Agência Pará de Notícias - 02/08/2008

Governo intensifica combate ao desmatamento
Ações mais articuladas e intensificação da fiscalização. Estas foram algumas das sugestões para melhorar o combate imediato ao desmatamento no Estado feitas pelo secretário de Meio Ambiente, Valmir Ortega, ao analisar os índices do desmatamento no Pará, divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), de São José dos Campos (SP), na última segunda-feira (28).
Ortega destacou que, apesar do aumento de 91% nos índices de desmatamento, no mês de junho, uma área crítica, como a região da Terra do Meio, no Oeste do Estado, sofreu uma redução de 80%, indicando a tendência de queda já que houve uma diferença muito grande nos dados apresentados pelo sistema de Detecção do Desmatamento (Deter) em relação a maio por causa da presença de núvens que dificultam a observação pelo satélite.
"Os dados indicam uma tendência de queda na pressão de crescimento que deverá ser menor do que os primeiros números anunciados, o que significa, em certa medida, no resultado do esforço que a sociedade paraense tem feito para tentar combater a pressão do desmatamento ilegal", disse o secretário.
Leia a íntegra da matéria com o secretário de Meio Ambiente, Valmir Ortega, clicando no banner do site Movimento Pará, neste portal, ou acesse o endereço www.pa.gov.br/movimento-para.
Fonte: Douglas Dinelli- Sema / Agência Pará de Notícias - 01/08/2008

Fazenda de Daniel Dantas no interior do Pará é invadida pelo MST
Integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) invadiram nesta sexta (25) a fazenda do banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, no Pará. A fazenda Maria Bonita está localizada em Eldorado dos Carajás, no sul do Estado.
De acordo com o MST, cerca de 1.000 manifestantes participaram da invasão. Eles chegaram por volta das 5h desta sexta-feira ao local.
A ocupação é um protesto contra a compra da área pela Agropecuária Santa Bárbara Xinguara, pertencente ao grupo Opportunity. O MST informa que a área não poderia ser vendida, pois se trata de terra pública.
"No dia 25 de julho, dia nacional do trabalhador rural, resolvemos ocupar uma das fazendas até então tidas como do grupo Santa Bárbara, por entendermos que as terras públicas são para a reforma agrária", afirma Ulisses Manaças, integrante da direção do MST no Pará.
Dantas que chegou a ser preso pela Polícia Federal durante a Operação Satiagraha, mas foi solto depois por liminar do STF (Supremo Tribunal Federal) é investigado por suposta tentativa de suborno e prática de crimes financeiros.
Três lideranças do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e do MTM (Movimento dos Trabalhadores e Garimpeiros na Mineração) foram condenadas pela Justiça Federal em Marabá (PA) a pagar, juntas, R$ 5,2 milhões por descumprirem uma ordem judicial e invadirem em abril a Estrada de Ferro Carajás, da Vale, no sudeste do Pará.
Luís Salomé de França e Raimundo Benigno, do MTM, e Erival Carvalho, do MST, foram as únicas pessoas responsabilizadas pela invasão, que lembrou os 12 anos do massacre de Eldorado do Carajás, quando 19 sem-terra foram mortos por policiais militares.
Fonte: Internet - 26/07/2008

Integrantes do MST são condenados a pagar R$ 5,2 milhões por ocupação de ferrovia
O juiz federal de Marabá, Carlos Henrique Borlido Haddad, condenou Luís Salomé de França, Erival Carvalho Martins e Raimundo Benigno Moreira, integrantes do Movimento de Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), a pagarem, em conjunto, R$ 5,2 milhões à Vale, por terem liderado a manifestação que interditou a Estrada de Ferro Carajás, pertencente à mineradora, em abril deste ano.
Ao despachar na ação movida pela Vale, o magistrado também proíbe os réus de voltarem a praticar qualquer ato que ameace o livre trânsito na ferrovia, sob pena de ficarem sujeitos ao pagamento de multa diária no valor individual de R$ 3 mil.
Na fase de liquidação de sentença, ainda serão definidos valores para o pagamento das perdas e danos sofridos pela Vale, com os quais os condenados também terão que arcar.
O juiz relata “que se ateou fogo nos dormentes, houve corte de cabos de fibra ótica e de energia e levantamento de trilhos”.
A presidente de uma cooperativa de mineradores, Marilene dos Santos, também foi citada no processo, mas ofereceu defesa e foi absolvida.
O juiz entendeu que, ao contrários do três condenados, Marilene não exerceu o papel de liderança na interdição.
A direção do MST preferiu não se manifestar sobre a condenação, por não ter sido notificada.
Fonte: Marco Antônio Soalheiro - Repórter da Agência Brasil - 24/07/2008

Índice de acidentes é 70% menor nas estradas paraenses
Caiu em 70% o número de acidentes envolvendo veículos nas rodovias estaduais do Pará, conforme dados da Polícia Rodoviária Estadual (PRE). “A média é de 10 acidentes em feriados prolongados. No feriado de Tiradentes (21 de Abril) foram registrados 10 acidentes em quatro dias de operação. Este mês de julho, até agora, foram registrados somente três”, informou o capitão Luiz Otávio, sub-comandante da PRE.
A Lei Seca, na opinião do militar, é a principal responsável pela redução no número de acidentes na estrada. Outro dado curioso é que aumentou o número de senhoras dirigindo nas estradas. “O Pará está dando um banho de consciência e educação. Os condutores têm reagido muito educadamente às abordagens feitas pela polícia. Hoje, a gente vê o aumento de senhoras ao volante e o marido ao lado, por ter consumido bebida alcoólica", acrescentou.
Estatística - Um balanço realizado de janeiro a maio deste ano mostra que a PRE revistou mais de 11 mil veículos e notificou 4.600 motoristas. Considerando que o menor valor de uma notificação é de R$ 127,00, o Estado pode arrecadar quase R$ 700 mil. A fiscalização nas barreiras ajudou ainda a desarticular sete quadrilhas, trabalho que resultou em 40 prisões.
De 14 a 20 de julho a PRE revistou 235 veículos e 261 pessoas. “É preciso garantir a seguraça do cidadão”, frisou o capitão Luiz Otávio.
No próximo final de semana o Posto de Fiscalização, instalado na estrada que leva à ilha de Mosqueiro, vai contar com o apoio de um helicóptero do Grupamento Aéreo Integrado do Pará (Graer).
No último final de semana técnicos em Educação do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) fizeram campanha de conscientização com crianças, na praça da Matriz, em Marudá. A ação foi estendida às estradas. Segundo a técnica em Educação no Trânsito, Terezinha Nogueira, 790 veículos foram abordados.
Texto: Edir Gillet - Gabinete da Governadoria - Fonte: Agência Pará de Notícia - 23/07/2008

Leilão de gado apreendido pelo Ibama fracassa mais uma vez
Pela segunda vez, o leilão do gado apreendido na Fazenda Laurilândia, na Terra do Meio, próxima ao município de São Félix do Xingu, no Pará, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama ), fracassou.
No último dia 14, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizou o primeiro leilão, em seis lotes, no valor total de R$ 3,9 milhões. Como não apareceram compradores foi programada a venda para esta segunda-feira, ao preço de R$ 3,1 milhões. A redução de R$ 800 mil não animou os compradores, segundo a Conab pela dificuldade de transporte do gado, pois os preços tiveram valor mínimo abaixo do que é praticado no mercado.
A operação de venda transcorreu entre 9h e 10h20. O gado continua confinado na área de preservação ambiental onde foi apreendido.
O leilão foi organizado dentro do sistema eletrônico de comercialização da Conab, que opera em conjunto com as bolsas de mercadorias.
Os animais estão divididos em seis lotes, com a separação de touros, vacas, reprodutores, novilhos e bezerros.
Na última semana, houve visita ao local de confinamento por negociadores, depois de agendamento feito pelo Ibama, que está encarregado de fiscalizar o rebanho.
Foram colocados à venda 3.500 bovinos, sendo 45 touros, 2.100 vacas, 800 novilhos e 555 bezerros da raça nelore e anelorado.
Fonte: Lourenço Canuto - Repórter da Agência Brasil - 22/07/2008

Ministério da Justiça reabre concurso para a contratação de policiais rodoviários federais no estado do Pará
O Ministério da Justiça reabriu as inscrições do concurso público para a contratação de policiais rodoviários federais para os estados do Pará e do Mato Grosso. A seleção havia sido suspensa em dezembro de 2007, por uma ação civil pública.
A Coordenação Geral de Recursos Humanos publicou, na edição desta segunda (21) do Diário Oficial da União, o edital de reabertura da seleção.
Segundo a norma, caberá ao Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB) a execução do concurso.
De acordo com o texto, serão mantidas as inscrições dos candidatos realizadas no período de 15 de outubro a 7 de novembro de 2007. Os candidatos que desistirem da concorrência terão o valor da taxa de inscrição devolvido.
O concurso público visa ao preenchimento de 340 vagas no quadro de policiais rodoviários federais, sendo 194 para o estado do Pará e 146 para o Mato Grosso. A seleção compreenderá duas etapas. A primeira terá quatro fases, com prova objetiva e de redação, exame de capacidade física, exames médicos e avaliação psicológica. A segunda consistirá no curso de formação profissional.
A escala de trabalho será em regime de revezamento, com carga horária de 40 horas semanais, e remuneração inicial de R$ 5.238,94. O edital completo do concurso está disponível no site do Cespe.
Click aqui e leia o EDITAL no Diário Oficial da União
Fonte: Agência Brasil de Notícia - 21/07/2008

VI Congresso Estadual dos Jornalistas
1 e 2 de agosto de 2008 – Hangar Centro de Convenções da Amazônia
Estão abertas as inscrições para o VI Congresso Estadual dos Jornalistas, que será realizado nos dias 1º e 2 de agosto no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém.
'Jornalismo na Amazônia: Novas Tendências e Desafios' é o tema central do evento, cuja programação inclui renomes nacionais do mercado profissional e da área de pesquisa em comunicação.
Este evento conta com o patrocínio do Governo do Estado do Pará, através da Secretaria de Estado de Comunicação – Secom.
Programação Preliminar
(sujeita a alterações)
Tema central: Jornalismo na Amazônia: Novas Tendências e Desafios
Dia 01/08
8 às 9 horas - Credenciamento
9h30 - Solenidade de Abertura
10h30 – Mesa Temática 1 – A realidade da cobertura jornalística na Amazônia
- Lúcio Flávio Pinto, editor chefe do Jornal Pessoal
- Ronaldo Brasiliense, correspondente do jornal O Globo na Amazônia
- Frank Siqueira, repórter especial do jornal Diário do Pará (Grupo RBA)
- João Plaça, diretor de jornalismo da TV Record Belém
- Oswaldo Forte, editor de fotografia do Amazônia Jornal (Grupo ORM)
Mediadora – Sheila Faro, presidente eleita do Sinjor-PA
12h30 – Intervalo para o almoço
14 às 18 horas – Apresentação de teses e moções
14 horas – Mesa Temática 2 – O papel da academia na formação do jornalista
Expositor - Fausto Neto, doutor em Sciences de la Comunication et de l'Information pela Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales, e professor do PPGCC da Unisinos
Debatedores – Otacílio Amaral, diretor da Faculdade de Comunicação da UFPA, Fátima Gonçalves, coordenadora curso Jornalismo Ipiranga
Mediadora - Carmen Silva, presidente do Sinjor-PA e segunda vice-presidente da Fenaj
15 horas – debate
16 horas - Intervalo
16h30 – Mesa temática 3 – Tendências do jornalismo no século XXI - Novas mídias e liberdade de imprensa
Expositora – Suely Fragoso, Ph.D. em Communications Studies pela University of Leeds e coordenadora do Grupo de Pesquisa Mídias Digitais
Debatedores – Ataíde Malcher, coordenadora geral da Academia Amazônia e representante da região Norte no Conselho Consultivo da Intercom, e Raimundo Pinto, editor do site Pará Negócios
Mediadora - Claudia Melo, mestranda em Ciências da Comunicação e presidente da Comissão de Ética do Sinjor-PA
17h30 – debate
18h30 – Comemoração aos 200 anos da imprensa no Brasil
Apresentação da exposição em homenagem aos 200 anos da imprensa no Brasil (Vale)
Apresentação do projeto Memória do Jornalismo Paraense (Sinjor)
Dia 02/08
8h30 – Mesa Temática 4 – Amazônia em pauta: desafios na comunicação
Expositores – Francisco Viana, jornalista, professor, consultor de empresas e diretor da Hermes Comunicação, e Keyla Negrão, doutora em Ciências da Comunicação e diretora de comunicação popular e comunitária da Secretária de Comunicação do Estado do Pará
Debatedora – Liane Gaby, coordenadora regional da Abracom
Mediadora – Simone Romero, professora de jornalismo da UFPA e delegada do Sinjor-PA junto à Fenaj
10h30 – Intervalo
11 horas – Palestra – A região Norte na mídia nacional: do regional ao global
Ministrante: Lúcia Leão, editora-executiva do Jornal Hoje (Rede Globo)
12 horas – intervalo para o almoço
14 horas – Plenária
18 horas – votação da Carta de Belém
19 horas – posse da nova diretoria do Sinjor-PA
Realização
- Sindicato dos Jornalistas do Pará
Patrocinadores
- Governo do Estado do Pará - Secom
- Vale
- Caixa Econômica Federal
- Sebrae
Fonte: Agência Pará de Notícias - 21/07/2008

Sema promove mais três leilões de madeira apreendida
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) promove nesta quinta (17) e na sexta-feira (18) três novos leilões públicos, do tipo maior lance, de madeira apreendida em operações de fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) na região Oeste do Pará. Os leilões serão realizados nas cidades de Anapu e Pacajá, no dia 17, e em Altamira, no dia 18.
Ao todo serão ofertados quatro lotes de madeira, de um total de 2.285,487 m3 (metros cúbicos), entre toras e madeira serrada de espécies como jatobá, currupixa, tauari, melancieira, ipê, freijó, cumaru, angelim, tatajuba, maçaranduba, pequiá e marupá. O valor mínimo avaliado para todos os lotes é de R$ 882.628,50.
Em Pacajá será ofertado um lote de madeira em tora, num total de 798,059 m3; em Anapu, dois lotes, sendo um de madeira em tora (233,734 m3) e outro de madeira serrada (984,898 m3), e em Altamira um lote com 268,796 m3 de toras.
De acordo com os editais de licitação, os produtos serão vendidos no estado de conservação e condições em que se encontram, pressupondo-se que o interessado tenha previamente examinado os produtos, pois não será aceita reclamação posterior quanto à qualidade da madeira.
Poderão oferecer lances pessoas físicas e jurídicas. É vedada a participação no edital de membros da Comissão de Licitação, funcionários da Sema e infrator, pessoa física ou jurídica com bens apreendidos.
O leilão será conduzido pelo leiloeiro João Neves Neto, vencedor da licitação promovida pela Sema, para execução desse tipo de serviço.
Lances - Os produtos serão vendidos a quem oferecer maior lance, à vista ou com o mínimo de 30% de entrada durante o evento, e pagamento restante em até 24 horas após o leilão. O arrematante terá de aguardar a compensação do cheque emitido como pagamento para posterior liberação dos produtos. O valor do lance será acrescido de 5%, referente ao pagamento da comissão e despesas do leiloeiro.
Após a quitação, o arrematante será autorizado a retirar a madeira no prazo máximo de 15 dias úteis, responsabilizando por todas as despesas nesse período. Caso o arrematante não pague os bens no prazo previsto pelo edital, perderá o valor recolhido como sinal.
O arrematante não poderá ceder, permutar, vender ou negociar seu produto antes do pagamento e da emissão da Nota de Venda. A não retirada do produto no prazo legal, implicará em multa diária de 1% sobre o valor do bem.
Fiscalização - Os recursos apurados com o leilão da madeira serão aplicados no fortalecimento da estrutura de fiscalização da Sema e do Ibama e nos órgãos que colaboram no combate aos ilícitos ambientais, como a área de Segurança Pública.
Os interessados em participar dos leilões poderão retirar o edital no setor de licitação da Sema, de 8 às 14 horas, de segunda à sexta-feira, na Travessa Lomas Valentina, 2717, bairro do Marco, Belém (PA).
A madeira em licitação poderá ser avaliada nos dias 14, 15 e 16, em Pacajá e Anapu, e 14, 15, 16 e 17 em Altamira, em horário comercial, nos seguintes locais:
Pacajá – Rodovia Transamazônica KM-350, Vila Nazaré.
Anapu – Rodovia Transamazônica KM-139, pátio da Madeireira Di Trento Importação e Exportação Ltda.
Altamira - Rodovia Transassurine, KM-04.
Em maio deste ano a Sema realizou no município de Santarém, região oeste do Pará, o primeiro leilão de madeira ilegal do Brasil. Dois lotes foram arrematados por duas empresas madeireiras, e o montante arrecadado chegou a R$ 1.289.317,5.
Fonte: Agência Pará de Notícias - 17/07/2008

Leilão de boi pirata não teve lance por causa do preço, diz Minc
O leilão de 3.500 cabeças de gado da raça nelore realizado nesta segunda (14) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) terminou sem que interessados apresentassem uma única oferta. Segundo o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, “o problema não foi a falta de comprador, mas o preço”.
Os animais foram apreendidos na região de Terra do Meio, no Pará, e fazem parte da Operação Boi Pirata, que começou no início de junho. O preço de abertura de todos os lotes somados foi de R$ 3,9 milhões, valor que teria inibido potenciais compradores.
Minc, que participou hoje da 60ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, em Campinas, espera que, no segundo ou terceiro leilão, o rebanho dos “bois piratas” seja vendido. “Minha esperança é que aconteça com o leilão do boi pirata o que aconteceu com o leilão do terreno da Ingá Mercantil”, disse Minc, citando o caso de um dos maiores passivos ambientais do estado do Rio de Janeiro, arrematado pela Usiminas, no final de junho, por R$ 72 milhões, valor 40% inferior ao preço mínimo proposto.
O próximo leilão do gado apreendido está marcado para a próxima segunda-feira (21). Em nota, o diretor de Proteção Ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Flávio Montiel, afirmou que o resultado do leilão de hoje “fará com que haja um deságio no preço inicialmente proposto”. O novo valor deve ser reavaliado por técnicos durante a semana, levando em consideração, entre outros itens, gastos com o deslocamento do gado da região.
Na nota, o Ibama informa que o gado apreendido permanece sob a guarda de policiais militares e que “quem arrematar o 'boi pirata' terá segurança para retirá-lo da Terra do Meio”. O dinheiro arrecado com a venda dos animais será revertido para as ações do programa Fome Zero, do Ministério do Desenvolvimento Social.
Fonte: Danilo Macedo e Luana Lourenço - Repórteres da Agência Brasil de Notícias - 15/07/2008

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