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- Ampliação da licença reduz risco de mortes de bebês
Crédito/Fonte: Ministério da Saude - 25/08/2008
* A chance de uma criança não amamentada ser internada por pneumonia nos primeiros três meses de vida é 61 vezes maior que a alimentada com leite materno.
A ampliação da licença-maternidade de quatro para seis meses terá impacto direto na saúde dos recém-nascidos. A mãe, por exemplo, vai poder seguir a recomendação do Ministério da Saúde e da Organização Mundial de Saúde de amamentar o bebê exclusivamente com leite durante os seis primeiros meses de vida.
Com aleitamento materno, o bebê tem menos chances de ter diarréia, pneumonia ? doenças responsáveis por boa parte da mortalidade infantil, principalmente em regiões mais carentes ? diabetes, câncer ou de desenvolver alergias. De acordo com a área técnica de Saúde da Criança e Aleitamento Materno do Ministério da Saúde, a estimativa é que o aleitamento evitaria 13% das mortes em crianças menores de cinco anos em todo o mundo.
“Toda estrutura emocional e mesmo biológica tem uma forte relação com aleitamento ao seio materno e também com a prolongação de um contato entre a mãe e o bebê nesse período tão difícil e tão crítico. Os benefícios, do ponto de vista de saúde pública, são incontestáveis”, afirmou o ministro José Gomes Temporão.
A chance de uma criança não amamentada ser internada por pneumonia nos primeiros três meses de vida é 61 vezes maior que aquela alimentada exclusivamente com leite materno. O risco de hospitalização por bronquite é sete vezes maior entre os bebês amamentados por menos de um mês. E mais: cerca de sete mil mortes de recém-nascidos no primeiro ano de vida poderiam ser evitadas com a amamentação na primeira hora do parto.
No Brasil, a duração do aleitamento exclusivo está muito abaixo da recomendada. A sondagem realizada em 1999, nas capitais e no DF, revelou que apenas 9,7% dos bebês recebiam exclusivamente o leite materno entre cinco e seis meses de idade. Na última década, a situação melhorou, mas ainda está longe do ideal. A Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher, realizada em 2006, constatou que a prevalência de aleitamento exclusivo para crianças menores de quatro meses chega a 45%.
CUSTOS – A ampliação da licença também diminui os gastos do Sistema Único de Saúde com internações de crianças até dois anos de idade, motivadas por diarréia e pneumonia. De acordo com levantamento do Ministério da Saúde, apenas no ano passado, ocorreram 179.467 internações por diarréia e outras 321.310 por pneumonia, que somam um gasto de R$ 246,8 milhões.
O ministro comemorou a aprovação, pelo Senado Federal, e a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de sancionar a lei que amplia de quatro para seis meses a licença-maternidade. “Sem dúvida, é um avanço. Em todo o país, o que estamos assistindo são governos estaduais e muitas prefeituras concedendo a licença de seis meses para as funcionárias”, disse o ministro.
Temporão reconheceu que o benefício fiscal concedido para estimular a empresa a cumprir a nova lei não é uma situação ideal. “Mas é um passo extremamente importante no direito das mulheres aos seis meses de licença-maternidade”, completou. O projeto não torna obrigatória a ampliação da licença maternidade. Para o setor público, a lei é apenas autorizativa e facultativa para a iniciativa privada. Mas, para atrair adesão das empresas, prevê a dedução no imposto de renda do valor correspondente aos dois meses de salário pago à empregada parturiente.
Veja abaixo uma série de benefícios com a ampliação da licença-maternidade para seis meses:
Alimentação adequada: oferecimento do alimento mais adequado para os primeiros seis meses de vida, o leite materno, que contém nutrientes necessários à criança, com fácil digestão, sem necessidade de oferecer outros alimentos, inclusive água, e rico em anticorpos e outras substâncias que protegem contra infecções.
Fortalecimento do vínculo mãe/filho: contato corporal e olho no olho que vincula mãe e bebê nos primeiros meses de vida, auxiliado pela amamentação, dá continuidade à construção dos ambientes a serem explorados e incorporados como territórios vivenciais para a criança rumo a seu desenvolvimento saudável. Esta lógica de pertencimento, de capacitação para a integração social, nesta precoce etapa da vida, cada vez mais se apresenta nas considerações científicas como a base para a estruturação da personalidade e habilidade para lidar no futuro com situações de estresse e agressividade, tornando-a sujeito apto a desenvolver seu papel social
Impacto positivo na sobrevida e saúde infantil: redução da mortalidade e morbidade por diarréia, pneumonia e infecção grave em recém-nascidos. Sabe-se que crianças de zero a cinco meses que não estão recebendo aleitamento materno tem o risco sete vezes maior de morrer por diarréia e cinco vezes maior de morrer por pneumonia, quando comparadas com crianças em aleitamento materno exclusivo, e nesse mesmo grupo de idade, o risco de morte por diarréia é duas vezes maior nas crianças que estão em aleitamento materno não exclusivo, comparadas com as que estão em aleitamento materno exclusivo.
Redução do risco de desenvolvimento de atopias na criança, como asma, rinites alérgica, intolerância alimentar etc.
Ampliação do potencial cognitivo da criança: a literatura científica demonstra que o aleitamento materno contribui para um melhor desenvolvimento cognitivo das crianças.
Redução do câncer de mama e de ovário: a amamentação prolongada é um fator de proteção para câncer de mama: há uma relação inversa estatisticamente significante entre duração da amamentação e risco de desenvolvimento de câncer de mama, pelas mães. O efeito protetor é maior quanto maior for a duração da amamentação. O mesmo ocorre com o câncer de ovário.
Ampliação da oferta de métodos contraceptivos: Método da amenorréia lactacional - a amamentação exclusiva é um reconhecido método contraceptivo nos primeiros seis meses pós-parto, sendo seu efeito reduzido caso a mulher menstrue. É conhecido como método da Amenorréia Lactacional ou LAM.
Diminuição do índice de fraturas de quadril por osteoporose: revisão da literatura concluiu que há menores índices de fraturas de quadril por osteoporose entre as mulheres que amamentaram.
Redução da obesidade pós-parto: a amamentação prolongada contribui para mais rápida recuperação do peso pré-gestacional, com redução do índice de massa corpórea e, conseqüentemente, da obesidade, principalmente quando a amamentação é exclusiva.
Apoio às mulheres que tiveram Gestação de alto risco: em muitos casos de gestação de alto-risco, a licença-maternidade é iniciada mais precocemente. A ampliação da licença permitirá que essa mãe tenha um período maior, após o parto, para prestar os devidos cuidados e interagir com seu filho, objeto de preocupações durante a gestação.
Ofertas do SUS como fator de proteção: Em 2003, pesquisa realizada com 34.435 crianças de 111 municípios do Estado de São Paulo indicou que, nas localidades onde há várias ações voltadas ao aleitamento exclusivo, as crianças atendidas pelo SUS têm mais chances de serem amamentadas exclusivamente com leite materno até o sexto mês de vida em relação àquelas que utilizam o sistema privado; Isto demonstra o potencial das políticas públicas de aleitamento materno exclusivo até os seis meses na redução do risco de desmame.
Impacto econômico positivo para saúde: o aleitamento materno, por reduzir a morbimortalidade, e contribuir fortemente no desenvolvimento de indivíduos física e emocionalmente saudáveis é um fator importante na economia da saúde, pois reduz gastos com atendimento ambulatorial e hospitalar, além de potencializar o desenvolvimento nacional.

- Pará vacina 100% das crianças contra a pólio
Fonte: AGÊNCIA SAÚDE - agencia.saude@saude.gov.br - Em 20/08/2008
* Dados finais da 1ª etapa da campanha apontam o êxito do estado na vacinação. Brasil consegue melhor cobertura dos últimos quatro anos.
Dados consolidados da primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, realizada no mês de junho deste ano, indicam que mais de 865,5 mil crianças de crianças de zero a cinco anos foram vacinadas contra a doença no estado do Pará. O dado representa 100% de cobertura vacinal. Na região Norte, a cobertura também foi de 100%.
No Brasil, foram vacinadas mais de 15,4 milhões de crianças – o que representa cobertura de 97,32% do total previsto (15,8 milhões). Esse foi o melhor índice dos últimos quatro anos. Desde 2003, quando a cobertura ficou em 98,27%, os resultados foram de 96,43% em 2004, 94,58% em 2005, 94,56% em 2006 e de 93,29% em 2007. O percentual mínimo recomendado é de 95% de cobertura.
O resultado da segunda etapa da campanha contra a poliomielite, lançada no dia 9 de agosto, será divulgado na primeira semana de outubro.
REGIÕES E ESTADOS
- Todas as regiões tiveram bons resultados, alcançando coberturas de 100% no Norte, 99,56% no Centro-Oeste, 98% no Sul, 97,35% no Nordeste e 95,26 no Sudeste. Dezenove estados e o Distrito Federal acompanham o balanço positivo do país e por região (veja tabela).
As campanhas têm por objetivo garantir a manutenção da erradicação da poliomielite no Brasil. Por isso, é muito importante que os responsáveis pelos menores de cinco anos levem as crianças para que tomem as gotinhas que protegem contra a pólio.
A vacina contra a poliomielite é considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como a única maneira de erradicar a doença em todo o mundo. Essa estratégia é fundamental para garantir a erradicação da doença porque o vírus da pólio ainda circula em países da África e da Ásia.

- Ministério credencia mais 75 equipes para Ananindeua
Fonte: AGÊNCIA SAÚDE - agencia.saude@saude.gov.br - Em 18/08/2008
* Município paraense também terá mais 14 equipes de saúde bucal. Trabalharão nas novas equipes 670 agentes comunitários de saúde.
Ananindeua vai ampliar o atendimento à população por intermédio do Programa Saúde da Família. Portaria publicada no dia 14 de agosto, no Diário Oficial da União, credencia mais 75 equipes de Saúde da Família e 670 novos agentes comunitários de saúde.
Além de Ananindeua, outros nove municípios serão beneficiados. São 1.958 agentes comunitários e 171 equipes para reforçar o atendimento aos mais de 2,5 milhões de cadastrados no programa no Pará. No mesmo dia, o Ministério da Saúde credenciou outras 16.273 equipes e 2.058 agentes comunitários de saúde, para 181 municípios brasileiros.
Para credenciar equipes do Saúde da Família, os municípios precisam apresentar ao Conselho Municipal de Saúde uma proposta, com definição do território a ser coberto, estimativa de população residente e número de equipes que vão atuar, entre outras informações. Depois de aprovada pelo conselho, a proposta é encaminhada à Secretaria Estadual de Saúde (SES), que terá um prazo de 30 dias para análise e envio à Comissão Intergestores Bipartite (CIB). Após a aprovação na CIB, cabe à SES informar ao Ministério da Saúde o número de equipes e de agentes comunitários de saúde a que faz jus cada município.


- 25% dos brasileiros já estão protegidos contra a rubéola
Crédito/Fonte: Ministério da Saude - 14/08/2008
* Nova contagem do Ministério da Saúde indica que mais de 17,5 milhões de brasileiros foram vacinados em apenas quatro dias de campanha.
Em apenas quatro dias, o Brasil já está com mais de 17,5 milhões de pessoas vacinadas contra a rubéola. Isso significa que o país já cumpriu 25,03% da meta de vacinar 70 milhões de pessoas. As mulheres estão na frente, com 10,2 milhões de vacinadas (28,58%). Entre os homens, mais de 7,4 milhões foram imunizados (21,41%). Nos estados, os melhores percentuais de cobertura foram verificados em Santa Catarina (37,78%), Sergipe (37,03%), Pernambuco (36,84%), Paraíba (34,14%), Espírito Santo (31,17%) e Rio Grande do Norte (30,87%).
Em tempos de Olimpíada e corrida dos atletas por medalhas na China, aqui no Brasil, o desafio é vencer a rubéola e garantir o ouro para a saúde da população.
Nesse clima saudável de competição, o Ministério da Saúde criou o vacinômetro, instrumento que funciona como termômetro da maior campanha já realizada no mundo e permite que gestores, imprensa e população acompanhem os dados preliminares pela internet no site www.brasillivredarubeola.com.br. Acompanhe os dados do seu estado e saiba quantos estão protegidos contra a rubéola.
Iniciada no sábado, 9 de agosto, a campanha contra a rubéola vai até 12 de setembro. Serão imunizadas cerca de 70 milhões de homens e mulheres, na faixa etária de 20 a 39 anos. Nos estados de Mato Grosso, Maranhão, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e Minas Gerais também serão imunizados adolescentes entre 12 e 19 anos.

- Brasil supera meta do primeiro dia da campanha de vacinação contra rubéola
Crédito/Fonte: Ministério da Saude - 10/08/2008
* Para o Ministério da Saúde, os números indicam o engajamento da população na luta para eliminar a doença do país.
No primeiro dia da campanha de vacinação contra rubéola, o Brasil superou em 40% a meta inicial do trabalho que começou neste sábado e se prolonga até o dia 12 de setembro. Até o momento, foram imunizadas contra a doença 10,2 milhões de pessoas, ou seja, 14,56% da população alvo. Neste primeiro dia, a previsão era de que 10% dos brasileiros que devem ser vacinados fossem atingidos. A meta do Ministério da Saúde é estender a cobertura vacinal para 70 milhões de brasileiros, principalmente os homens com idades de 20 a 39 anos. “Trata-se de um resultado importante para um trabalho que está apenas em seu primeiro dia. Tivemos um movimento expressivo nos postos de saúde, o que demonstra a vontade do cidadão de eliminar esta doença de vez do país”, disse o secretário da Vigilância em Saúde, Gerson Penna.
Os Estados que apresentaram melhor desempenho neste sábado foram Santa Catarina (com a superação de 28,24% da meta estadual), Sergipe (23,59%), Ceará (21,02%), Pernambuco (20,51%), Mato Grosso do Sul (19,6%), Espírito Santo (19,32%), Mato Grosso (18,69%), Paraíba (17,24%) e Piauí (17,23%). Do ponto de vista regional, os números mais positivos são os do Sul (17,55% da população alvo), seguidos pelo Centro-Oeste (15,36%), Nordeste (14,99%), Sudeste (13,89%) e Norte (11,07%). A coordenação do Programa Nacional de Imunização (PNI) destaca que estes números são parciais, sendo que os dados de 406 municípios ainda não foram contabilizados. Quem ainda não tomou sua dose pode fazê-lo nos próximos dias, para tanto basta procurar o posto de saúde mais próximo de sua casa.
A adesão por sexos também superou as expectativas do Ministério da Saúde. Mais de 4 milhões de homens tomaram a vacina contra a rubéola, o que representa 12,10% da população masculina que deve ser imunizada. No caso das mulheres, este percentual sobe para 16,97%, em torno de 6 milhões de pessoas. Os dados indicam uma participação maior dos indivíduos do sexo masculino nos seguintes estados: Santa Catarina (25,27%), Mato Grosso do Sul (17,48%) e Espírito Santo (17,17%). As mulheres se destacaram também em Santa Catarina (31,23%), Sergipe (29,50%) e Rio Grande do Sul (28,64%).
POLIOMIELITE – O balanço da campanha de vacinação da poliomielite, que também aconteceu hoje, indicou o êxito do trabalho coordenado pelo Ministério da Saúde com o apoio dos Estados e dos Municípios. Até o fim da tarde deste sábado (9), foram imunizados 5.956.796 crianças de até cinco anos. O total representa 37,6% da população alvo. A cobertura foi maior nos seguintes estados: Sergipe (45,89%), São Paulo (43,38%), Goiás (43,28%), Bahia (42,67%) e Piauí (42,08%).

- PA: Começa neste sábado megavacinação contra rubéola
Crédito/Fonte: Ministério da Saude - 09/08/2008
* No Pará, mais de 2,4 milhões de homens e mulheres serão vacinados entre 9 de agosto e 12 de setembro. População de 20 a 39 anos deve procurar postos.
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, lança neste sábado (9) a Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola com a meta de vacinar aproximadamente 70 milhões de pessoas de ambos os sexos durante cinco semanas, em todo o país. O lançamento nacional será às 9h na Policlínica Comunitária de Jurujuba (avenida Carlos Ermelindo Marins, s/n), em Niterói (RJ). No Pará, serão vacinados mais de 2,4 milhões de homens e mulheres de 20 a 39 anos e toda a população indígena aldeada. Em toda a região Norte, a meta é vacinar quase 5,2 milhões de pessoas.
A vacinação contra a rubéola vai até o dia 12 de setembro, em todos os municípios brasileiros. Essa é a maior mobilização já realizada em todo o mundo com o objetivo de imunizar indivíduos adultos. No dia 9 de agosto, ocorrerá também com a segunda etapa da vacinação contra a poliomielite. Ir ao posto de saúde se proteger contra doenças virou um programa de família.
Os homens são o principal foco da campanha contra a rubéola. Isso porque, em anos anteriores, os públicos-alvos foram crianças e mulheres. Para o Ministério da Saúde, agora é a vez de centrar esforços para vacinar pessoas do sexo masculino. Dos 8.684 casos de rubéola confirmados no país, em 2007, 70% corresponderam a pacientes homens.
A necessidade de vacinar os homens não exclui as mulheres. Pelo contrário, para eliminar a circulação do vírus no país é fundamental vacinar também as pessoas do sexo feminino. Ao todo, 35,3 milhões de mulheres serão vacinadas.
Essa ação está dentro do compromisso firmado pelos países das Américas durante a 44ª reunião do Conselho Diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) de eliminar até 2010 a rubéola e a Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) – complicação da infecção pelo vírus da rubéola durante a gestação, principalmente no primeiro trimestre da gravidez.
PÚBLICO - A imunização será feita em duas grandes frentes: com a aplicação da vacina Dupla Viral (sarampo e rubéola) em homens e mulheres com idade entre 20 e 39 anos de todo o país, e por meio da vacina Tríplice Viral (sarampo, caxumba e rubéola) em indivíduos entre 12 e 19 anos nos estados do Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte, além de toda população indígena que vive em aldeias.
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, enviou no fim de junho cartas individuais a todos senadores, deputados, governadores, prefeitos, secretários estaduais e municipais de saúde e integrantes dos Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems), conclamando os gestores a participarem ativamente dessa grande ação, sensibilizando a população. O ministério enviou também para os estados e municípios o plano de ação da campanha, assim como o manual técnico-operacional.
Pelo seu ineditismo e amplitude, a campanha já despertou o interesse de diversos países do mundo. Eles enviarão observadores para conhecer a ação durante uma semana. Além destes visitantes, essa ação contará com a participação de oito consultores internacionais, que vão ajudar técnicos brasileiros na estruturação da campanha nos estados. Eles vêm de cinco países – Paraguai, Colômbia, Equador, Peru e México – e devem permanecer no Brasil por três meses.
MEGAESTRUTURA – A campanha contra rubéola exigiu a preparação de uma megaestrutura. Oitenta milhões de seringas e agulhas, 220 mil pessoas, entre voluntários e servidores da saúde, dez aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB), 41 mil carros e mais de 600 barcos são apenas alguns dos números grandiosos para a maior campanha de vacinação já feita no mundo. A logística para a campanha vem sendo pensada pelo ministério desde setembro de 2007. E, assim que definidas, ações foram tomadas.
O ministério aplicou R$ 135,2 milhões na aquisição de mais de 84 mil doses de vacinas, R$ 8,9 milhões na compra de 80,1 milhões de seringas e agulhas e transferiu R$ 41 milhões para estados e municípios a fim de cobrir despesas com diárias, combustíveis e outras necessárias à operacionalização da campanha.
Foram reservados R$ 3,4 milhões para a compra de caixas térmicas e mais R$ 1 milhão para bobinas de gelo reutilizáveis. O ministério destinou, ainda, R$ 1 milhão em capacitação de pessoal, R$ 2,3 milhões em supervisão e assessoria, além de R$ 2 milhões em materiais impressos e R$ 10 milhões em campanha publicitária.
Ao todo, o governo federal investiu mais de R$ 204,8 milhões na campanha contra a rubéola. O custo por pessoa vacinada é de R$ 2,9. Estima-se que por cada dólar que é investido na estratégia de vacinação são economizados US$ 12 no tratamento de crianças portadoras da Síndrome da Rubéola Congênita.
CONTRA-INDICAÇÕES - A vacina é contra-indicada para mulheres grávidas; pessoas que já tiveram reação alérgica grave à vacina; indivíduos com imunodeficiências congênitas ou adquiridas; pacientes que estão fazendo uso de corticóides em doses imunossupressoras, ou seja, que baixam a imunidade; pessoas em tratamento quimioterápico; e, por fim, transplantados de medula óssea cuja cirurgia tenha sido feita com menos de dois anos. Em qualquer caso de dúvida, a recomendação é consultar um profissional de saúde.
O Brasil realizou entre 1992 e 2000 campanhas estaduais para implantação da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) em crianças de um a 11 anos e, posteriormente, em mulheres em idade fértil. Esse conjunto de ações de vacinação dirigido a diversos grupos etários provocou importante redução na incidência da doença, modificou o ciclo dos surtos que deixou de ser prioritariamente em crianças e mulheres, mas não conseguiu interromper a circulação do vírus da rubéola.
Em 2006, houve um aumento de casos confirmados da doença, nos estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais. A disseminação do vírus ocorreu também em 2007, quando 20 estados brasileiros foram afetados, totalizando 8.683 casos, sobretudo nas regiões Sudeste, Sul, Nordeste e Centro-Oeste.

- Campanha por doação de sangue quer ampliar prática no Brasil
Crédito/Fonte: Cristiane Ribeiro - Repórter da Agência Brasil de Notícias - Em 21/07/2008
* Com o slogan “Ajudar está no sangue”, o Ministério da Saúde lançou neste domingo (20) uma campanha para ampliar e tornar freqüente a doação de sangue no país.
Segundo dados do ministério, no Brasil, apenas 1,8% da população adulta faz doações regulares de sangue, quando o ideal, conforme estabelecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS), é que de 3 a 5% da população de cada país seja doadora.
Para divulgar a campanha, o Ministério da Saúde vai veicular filmes na televisão e nos cinemas e também spots em rádios das capitais e do interior dos estados. Também serão distribuídos folhetos informativos nos hemocentros de todos os estados da federação.
“Nós temos que, de um lado, fazer com que as pessoas que já são doadoras mantenham esse hábito de generosidade, mas também outro grande desafio é fazer com que pessoas que nunca doaram passem a ser doadores”, enfatizou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, ao falar sobre o lançamento da campanha na última sexta-feira (17) no Rio de Janeiro.
Temporão destacou, ainda, que no Brasil faltam doadores pois a demanda cresce em proporções muito maiores. “O país precisa de um estoque estratégico de sangue para o atendimento das mais variadas patologias. Além disso, o sangue também é muito importante no seu fracionamento, de onde se tira imunoglobulinas e plasma, fatores de coagulação que também são utilizados no tratamento de outras doenças”.
Para a chefe do setor de Hemoterapia do Instituto de Hematologia do Rio de Janeiro, Ester Lopes, a Campanha Nacional de Doação de Sangue é uma estratégia do governo para evitar a evasão de doadores em função da campanha de vacinação contra a rubéola, que será iniciada em 9 de agosto.
Ela explicou que ao receber a vacina, a pessoa não pode, pelo menos por um mês, fazer doação de sangue, o que provoca uma queda acentuada no número de doadores, como aconteceu em maio do ano passado, quando foi realizada a campanha de vacinação contra a rubéola.
“Para este ano, a queda será maior ainda, já que o foco da campanha contra a rubéola são os homens com idades entre 20 e 39 anos, justamente o nosso maior público doador. Assim, para evitar esta evasão, nós do Hemocentro já iniciamos uma busca a doadores e logo no início do mês de agosto, quem doar sangue já vai receber a vacina no posto onde fizer a doação”, acrescentou.

- Meta é vacinar 2,4 milhões contra a rubéola no Pará
Fonte: AGÊNCIA SAÚDE - agencia.saude@saude.gov.br - Em 12/07/2008
* População de 20 a 39 anos deve procurar postos a partir de 9 de agosto.
Campanha é focada em homens e pretende atingir 70 milhões em todo o país
O Ministério da Saúde (MS) prepara campanha inédita e de grande dimensão que começa no dia 9 de agosto. A Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola pretende vacinar aproximadamente 70 milhões de pessoas de ambos os sexos durante cinco semanas. No Pará serão imunizados 2,4 milhões de homens e mulheres, de 20 a 39 anos de idade, e toda a população indígena aldeada. Em toda a região Norte, a meta é vacinar 5,2 milhões de pessoas.
A imunização será feita em duas grandes frentes: com a aplicação da vacina Dupla Viral (sarampo e rubéola) em homens e mulheres com idade entre 20 e 39 anos de todo o país, e por meio da vacina Tríplice Viral (sarampo, caxumba e rubéola) em indivíduos entre 12 e 19 anos nos estados do Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte, além de toda população indígena que vive em aldeias.
As ações para mobilização feitas pelo ministério já começaram e são intensas. O ministro da saúde, José Gomes Temporão, enviou no fim de junho cartas individuais a todos senadores, deputados, governadores, prefeitos, secretários estaduais e municipais de saúde e integrantes dos Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems), conclamando os gestores a participarem ativamente dessa grande ação, sensibilizando a população. O ministério enviou também para os estados e municípios o plano de ação da campanha e o manual técnico-operacional.
PREVENÇÃO - A ação está dentro do compromisso firmado pelos países das Américas durante a 44ª Reunião do Conselho Diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) de eliminar até 2010 a rubéola e a Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) – que pode causar aborto ou malformações no bebê. A rubéola é uma doença infecto-contagiosa que pode até matar.
A campanha faz parte de uma ação preventiva para evitar a disseminação da doença. O foco principal é a população de sexo masculino, já que, em anos anteriores, mulheres e crianças foram o alvo. Em 2006, houve um aumento de casos confirmados da rubéola nos estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. Em 2007, a doença atingiu 20 estados brasileiros, totalizando 8.156 casos, sobretudo nas regiões Sudeste, Sul, Nordeste e Centro-Oeste. A faixa etária mais acometida é a de 20 a 34 anos de idade e 70% dos casos confirmados ocorreram no sexo masculino.

- Porque os homens não vão ao médico
- Em 23/06/2008
* Um levantamento feito com as sociedades médicas brasileiras, antropólogos, psicólogos, membros do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems), onde foram ouvidos cerca de 250 especialistas mostrou que os homens não costumam freqüentar os consultórios por conta de três barreiras principais: cultural, institucionais e médicas. A pesquisa servirá como subsídio para a política de atenção à saúde do homem.
“Não adianta criarmos a política se o homem não for aos consultórios, isso acarretará em mais custos para o SUS. Hoje, do jeito que funciona, os homens buscam os hospitais quando já têm que se internar, isso gera custos para o sistema, custos psicológicos para o homem e para a família”, alerta o coordenador da área técnica de saúde do homem do Ministério da Saúde, Ricardo Cavalcanti. A cada oito consultas ginecológicas no SUS, acontece apenas uma urológica.
Dentre as barreiras culturais, Cavalcanti cita o conceito de masculinidade vigente na sociedade, no qual o homem se julga imune às doenças, consideradas por ele sinais de fragilidade. O homem como provedor, não pode deixar de trabalhar para ir a um consultório. “Eles não reconhecem a doença como algo inerente à condição do homem, por isso acham que os serviços de saúde são destinados às mulheres, crianças e idosos”, explica o médico. Além disso, outra dificuldade é que eles não acreditam em profilaxia, o que prejudica o trabalho em prevenção.
Em relação às barreiras institucionais, o levantamento mostrou que os homens não são ouvidos nos consultórios, por isso freqüentam pouco esses locais. O fato de grande parte dos serviços serem formados por profissionais mulheres, também impede que eles encontrem espaço adequado para falar sobre a vida sexual, como por exemplo, relatar uma impotência. De maneira geral faltam estratégias para sensibilizar e atrair os homens aos ambulatórios
Sobre as barreiras médicas, Cavalcanti enumera a falta de postura adequada dos profissionais de saúde e as consultas com duração muito curta. “Os médicos precisam dar mais atenção nas consultas para estabelecer uma relação médico-paciente”, alerta.
Como enfrentar esses aspectos para provocar a mudança de comportamento é o grande desafio da política de saúde do homem. “Será preciso desaprender e reaprender o aspecto cultural. O homem deixou de ser o machão do passado e a sociedade está reformulando o conceito de masculinidade, para isso precisaremos da ajuda da mídia”, afirma o coordenador.
Será preciso também contar com a ajuda das empresas para que elas criem programas que estimulem seus funcionários a irem ao médico. Em geral eles não querem deixar o horário de expediente para ir ao consultório, pois acham perda de tempo. “Imagina um indivíduo indo trabalhar com um problema de incontinência urinária, isso prejudica o rendimento dele”, alerta Ricardo. Uma possibilidade seria a criação de selos de qualidade que atestem a empresa preocupada com a saúde do homem.
Outra frente de ação serão as campanhas publicitárias voltadas para a mulher, pois elas têm um papel fundamental de convencimento. “A mulher é a maior cuidadora da saúde do homem, é ela que leva ele ao consultório, compra e oferece remédios. É estranho, mas para que o programa seja mais efetivo, ele precisa abordar a mulher”, esclarece Cavalcanti.
Dentre as doenças que mais matam o homem, até os 40 anos, estão as causas externas (violência e agressões), depois dos 40 anos, em primeiro lugar estão as doenças do coração e as neoplasias em segundo, principalmente do aparelho respiratório e da próstata. Por isso a importância de criar uma área específica para a saúde do homem.
Uma das soluções apontadas para facilitar o atendimento ao público masculino é a criação de centros de Check up para homens, com um custo mínimo, pois eles teriam apenas uma esteira, um aparelho de eletrocardiograma, um cardiologista e um urologista. “Com esses centros cerca de 80% das cardiopatias podem ser prevenidas”, garante. Nesses locais também será possível fazer a prevenção do câncer de próstata, da mesma forma que a mulher faz o exame preventivo de câncer do colo uterino.

- Concurso: dois editais do Ministério da Saúde saem em julho, com mais de 1.000 vagas
- Em 21/06/2008
* O Ministério da Saúde publicará em julho dois editais de seleção pública de profissionais. Um deles, o processo seletivo simplificado, contratará, temporariamente, 500 profissionais de nível superior. O segundo edital, de concurso público para cargo efetivo, vai selecionar até 1.000 pessoas com nível médio.
As duas seleções têm como finalidade repor o quadro de pessoal do Ministério da Saúde devido à aposentadoria de servidores. Além disso, contribuirá para a substituição do quadro de pessoal oriundo da terceirização de mão de obra. O órgão não realiza concursos para cargo efetivo há mais de 25 anos.
A seleção para o contrato temporário é resultado da Portaria nº 125 de maio de 2008, do ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, publicada no Diário Oficial da União em 29 de maio deste ano. Para essa seleção, há três faixas salariais: R$ 3.800,00; R$ 6.100,00; e R$ 8.300,00. A seleção será feita por provas e títulos e o contrato terá duração de 3 anos a 5 anos.
A Secretaria Executiva do ministério está definindo o número de vagas por faixa salarial e por áreas de formação a serem exigidas no edital, e a lotação dos contratados (em Brasília ou outros estados). Há definição, entretanto, para a contratação de profissionais em Administração de Empresas, Contabilidade, Arquivologia, Biblioteconomia, Direito e áreas da Saúde. Haverá, também, vagas destinadas para qualquer formação em nível superior.
O edital do concurso público para o cargo efetivo de agente administrativo poderá ter até 1.000 vagas (o número exato de vagas será definido no próximo mês) para pessoas com nível médio. O salário é de R$ 1.910,00. A expectativa da Secretaria Executiva é que esses profissionais comecem 2009 trabalhando no Ministério da Saúde.

- Pólio: balanço parcial da vacinação que aconteceu neste sábado, dia 14 de junho é positivo
- Em 17/06/2008
*Resultado final da campanha de vacinação sai em 31 de julho
Dados de um novo balanço parcial da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite apontam que tomaram a vacina cerca de 11,2 milhões de crianças menores de cinco anos, o equivalente a 70,92% de cobertura da população-alvo. O balanço foi feito com base nas informações repassadas ao Ministério da Saúde por 5.522 municípios até 12h desta terça-feira (17/6). Embora parciais, os números indicam o bom desempenho dos estados na vacinação, cujo resultado final será divulgado em 31 de julho.
A meta da campanha é vacinar cerca de 15 milhões de menores de cinco anos, o que corresponde a 95% do total de crianças nessa faixa etária ( 15,8 milhões). As que ainda não tomaram as duas gotinhas devem ser levadas, o quanto antes, aos postos de saúde. A vacina é a única forma de manter a poliomielite, registrada pela última vez no Brasil em 1989, erradicada do país.
Regiões – Todas as regiões apresentaram bons resultados. Na avaliação das coberturas, o balanço parcial aponta que a Região Sul já informou ter vacinado 84,14% dos menores de cinco anos, o que corresponde a 1.716.297 crianças.
O Sudeste vem em seguida, com 72,18% de cobertura, ou 4.425.676 crianças na faixa etária recomendada. Na Região Centro-Oeste, a cobertura ficou em 71,04%, o equivalente a 832.875.
As regiões Nordeste e Norte informaram coberturas de 67,05% (3.262.158) e 61,27% (1.019.764), respectivamente.
Estados – Os percentuais de cobertura mais elevados foram informados pelo Distrito Federal (88,46%), Rio Grande do Sul (85,35%), Santa Catarina (83,93%), Paraná (83,11%), São Paulo (85%) e Pernambuco (82,7%).
Os estados do Amazonas, Roraima, Tocantins, Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte, Sergipe e Goiás estão com percentuais de cobertura variando entre 70% e 78%.
Ainda de acordo com os dados parciais, entre 60% e 69% estão Amapá, Alagoas, Piauí, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul.
Os demais estados (Acre, Pará, Rondônia, Bahia, Maranhão, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Mato Grosso) informaram, até o momento, percentuais de cobertura entre 50% e 59%.
Pólio no mundo - Segundo dados da OMS, o panorama atual da doença aponta um total de 1.313 casos em 13 países no ano de 2007. São quatro países considerados pólio-endêmicos: Afeganistão, Índia, Nigéria e Paquistão. Além desses, outros nove países tiveram casos confirmados de poliomielite importados: Angola, Camarões, Chad, República Democrática do Congo, Sudão, Myanmar, Niger, Somália e Nepal.
Em 2008, até 3 de junho, foram confirmados 522 casos de poliomielite no mundo, representando um aumento significativo quando comparado ao mesmo período de 2007 com registro de 190 casos.
A vacina contra a poliomielite é considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como a única maneira de erradicar a doença em todo o mundo.

- Campanha vacinará cerca de 15 milhões de crianças contra a poliomielite
- Em 11/06/2008
* No dia 14 de junho, o Ministério da Saúde, estados e municípios realizam a primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, que este ano vacinará cerca de 15 milhões de crianças menores de cinco anos. A meta corresponde a 95% do total de crianças nessa faixa etária, anunciou hoje o secretário de Vigilância em Saúde, Gerson Penna, durante uma coletiva de imprensa, em Brasília.
Com slogan “Tem que vacinar, não pode bobear”, a campanha tem investimento de R$ 11,7 milhões na compra de 28 milhões de doses da vacina contra a poliomielite e outros R$ 5,8 milhões repassados aos estados e municípios para operacionalizar a ação.
Para a realização desta etapa da campanha, estarão mobilizadas, em todo o país, mais de 200 mil pessoas, entre servidores e voluntários, em 70 mil postos de vacinação. O transporte será assegurado por embarcações, automóveis e aeronaves para áreas de difícil acesso.
As campanhas têm por objetivo garantir a manutenção da erradicação da poliomielite no Brasil. Por isso, é muito importante que os responsáveis pelos menores de cinco anos levem as crianças para que tomem as gotinhas que protegem contra a pólio.
A vacina contra a poliomielite é considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como a única maneira de erradicar a doença em todo o mundo. Essa estratégia é fundamental para garantir a erradicação da doença porque o vírus da pólio ainda circula em países da África e da Ásia. Portanto, os pais e responsáveis por menores de cinco anos têm um compromisso muito importante: levar as crianças para tomar as gotinhas que protegem contra a poliomielite.
A segunda etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite será realizada no dia 9 de agosto.
Pólio no mundo - Segundo dados da OMS, o panorama atual da doença aponta um total de 1.313 casos em 13 países no ano de 2007. São quatro países considerados pólio-endêmicos: Afeganistão, Índia, Nigéria e Paquistão. Além desses, outros nove países tiveram casos confirmados de poliomielite importados: Angola, Camarões, Chad, República Democrática do Congo, Sudão, Myanmar, Niger, Somália e Nepal.
Em 2008, até 3 de junho, foram confirmados 522 casos de poliomielite no mundo, representando um aumento significativo quando comparado ao mesmo período de 2007 com registro de 190 casos.
Atualmente, ainda há risco de reintrodução do poliovírus selvagem no Brasil devido à importação de casos provenientes de países endêmicos.
PNI - O Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde obteve conquistas importantes para a saúde brasileira em seus 35 anos de existência. Entre elas, a erradicação de doenças como a poliomielite e a varíola. Hoje, o PNI é um dos programas de saúde pública mais bem sucedidos do mundo.
Uma das primeiras vitórias do PNI aconteceu em 1975, quando o Brasil recebeu da Organização Mundial de Saúde (OMS) o certificado de erradicação da varíola. Em 1980, o Ministério da Saúde iniciou as campanhas de vacinação contra a poliomielite, doença que atingia anualmente cerca de três mil pessoas. O último registro da pólio no Brasil ocorreu em 1989. Em 1994, a OMS concedeu ao Brasil o certificado de erradicação da doença.
Reconhecimento - De acordo com o consultor da área de imunizações da Organização Pan-americana de Saúde (OPAS) no Brasil, Brendan Flannery, o programa brasileiro de imunizações figura entre os melhores do mundo.
Alguns dos aspectos que garantem ao Brasil este status são: conquista do direito de acesso à vacina, o número e a qualidade de imunobiológicos oferecidos à população, as altas coberturas vacinais alcançadas, mesmo com as dimensões geográfica e demográfica do país, e o impacto do programa sobre as doenças imunopreveníveis.
A experiência brasileira rendeu ao ministério acordos internacionais de cooperação técnica que possibilitaram enviar equipes ao Timor Leste, ao Haiti e à Angola para colaborar nos programas de vacinação destes países. Com o Haiti, o Brasil, junto com o Canadá, firmou parceria para o aprimoramento do Programa Haitiano de Imunizações. Além disso, o governo brasileiro também apóia ações de vacinação nas fronteiras com os países vizinhos, como Paraguai, Bolívia e Argentina.

- Pará terá mais 35 equipes de saúde bucal e Bragança terá 6
- Em 03/06/2008
* A população do Pará passa a contar com 35 novas equipes de saúde bucal no âmbito do Programa Saúde da Família (PSF). Com a publicação da portaria nº 1.071, no Diário Oficial da União desta sexta-feira (30), oito municípios paraenses receberão R$ 7 mil para a implantação de cada equipe e passarão a receber recursos mensais para o custeio do serviço, a título de incentivo.
As equipes podem ter dois formatos. Na modalidade 1, ela conta com um dentista e um auxiliar de consultório dentário, pela qual o município recebe R$ 1,7 mil mensais. Já na modalidade 2, a equipe é reforçada por um técnico de higiene bucal, com recurso para custeio de R$ 2,2 mil. Estas equipes estarão presentes nos municípios que já contam com cobertura do Saúde da Família.
Além de possuir equipes de Saúde da Família implantadas, os municípios, para serem credenciados pelo Ministério da Saúde, devem apresentar um projeto especificando a área geográfica a ser coberta, com estimativa da população residente; descrevendo a estrutura mínima com que contarão as unidades de saúde onde atuarão as equipes de saúde bucal; definindo as ações mínimas do trabalho das mesmas equipes; apresentando uma proposta de fluxo de usuários para garantia de referências aos serviços odontológicos de maior complexidade; definindo o processo de avaliação do trabalho; e descrevendo a forma de recrutamento, seleção e contratação dos profissionais. Este projeto deve ser submetido à Comissão Intergestores Bipartite (CIB) e, se aprovado, é encaminhado à Secretaria de Atenção à Saúde, do MS.
O Programa Saúde da Família está presente em 127 municípios do Pará, dos quais 106 contam com equipes de saúde bucal, o equivalente a 74,1% dos municípios do estado. São 310 equipes de saúde bucal, responsáveis pela cobertura de 26,9% da população paraense, quase 2 milhões de pessoas.
Confira a lista de municípios que terão novas equipes de saúde bucal.
Município - Número de equipes
Abaetetuba ................ - 8
Afua .......................... - 1
Bragança ................. - 6
Conceição do Araguaia - 7
Itaituba ...................... - 5
Monte Alegre ............. - 3
Nova Ipuxuna ............. - 2
Novo Progresso .......... - 3

- Temporão comemora decisão do STF que permite a pesquisa de células tronco no País
- Em 30/05/2008
* O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, comemorou a declaração de constitucionalidade da lei que permite a pesquisa de células tronco no país. Segundo ele, a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) representa esperança para o tratamento de doenças que não possuem cura atualmente.
“A decisão do STF é uma vitória da vida, pois atende à expectativa de milhares de pacientes que têm esperança de cura para as suas doenças. As pesquisas de células tronco abrem inúmeras possibilidades para encontramos respostas para doenças que não têm tratamento hoje. O resultado permite à ciência brasileira assumir uma nova posição no cenário internacional”, afirmou Temporão.
O Brasil é o primeiro país da América Latina a permitir as pesquisas de células tronco e, no mundo, passa a ser o 26. Ele entra no rol de países como Finlândia, Grécia, Suíça, Holanda Japão, Austrália, Canadá, Coréia do Sul, Estados Unidos, Reino Unido e Israel.
Para o ministro, a decisão do STF fortalece o desenvolvimento da Rede Nacional de Terapia Celular, um instituto que integra pesquisadores nacionais e possibilita a troca de informações. O Brasil poderá integrar também o consórcio internacional de células tronco, que reúne 21 institutos de pesquisa nessa área em todo o mundo.
A legislação estabelece que podem ser utilizados, para pesquisa e terapia, embriões humanos obtidos a partir da fertilização in vitro. Os embriões devem ser considerados inviáveis para a reprodução humana e estar congelados há três ou mais anos. Se não puderem ser utilizados em pesquisa, serão descartados. Além disso, para a sua utilização em pesquisa deve haver ausência dos genitores do embrião. Finalmente, a lei veda a comercialização de embriões.

- Saúde lança novas imagens de advertências para embalagens de cigarro
- Em 27/05/2008
* O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, lançou nesta terça-feira (27) as novas imagens de advertência sanitárias das embalagens dos produtos de tabaco. Pela primeira vez, as fotos e mensagens foram produzidas e selecionadas com base em um estudo sobre o grau de aversão que as ilustrações alcançam.
“As imagens são fortes. Elas radicalizam a linha que vinha sendo adotada pelo Ministério da Saúde, mas foram construídos por um conjunto de evidências. Há toda uma avaliação para fortalecer essa estratégia”, afirmou Temporão. As fotos estão disponíveis no portal do ministério (www.saude.gov.br).
O estudo foi desenvolvido, de 2006 a 2008, pelo INCA (Instituto Nacional do Câncer) em parceria com os Laboratórios de Neurobiologia da Universidade Federal do Rio de janeiro (UFRJ) e de Neurofisiologia do Comportamento da Universidade Federal Fluminense (UFF), o Departamento de Artes & Design da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A pesquisa mediu a reação emocional de 212 jovens entre 18 e 24 anos, fumantes e não fumantes, de três faixas de escolaridade (ensino fundamental, médio e superior), divididos igualmente em homens e mulheres. Em julgamento, as características emocionais das imagens sem referência à sua função de advertência sanitária. As novas imagens foram consideradas mais aversivas, em comparação com as anteriores, aumentando o potencial de gerar uma atitude de afastamento do produto.
“O nosso foco são os jovens. Nós percebemos que a indústria desenvolve estratégias para capturar essa garotada e queremos mostrar a outra face da realidade”, disse o ministro.
Com base nessa pesquisa e em estudos e experiências nacionais e internacionais, os pesquisadores selecionaram dez temas de advertência capazes de provocar reação de repulsa nos jovens: Substâncias tóxicas, Letalidade do câncer do pulmão, Malefícios para o feto, Envelhecimento precoce, Fumo passivo, Doenças Cardiovasculares, Acidente vascular cerebral, Mutilação, Dependência e Impotência. Os pesquisadores não incluíram imagens que funcionam como gatilhos para fazer o fumante ter vontade de fumar, como pessoas fumando, cinzeiros, isqueiros, cigarros acesos e embalagens do produto.
“As imagens têm o objetivo de provocar repulsa pela utilização de um produto que pode causar aquele tipo de lesão que está sendo demonstrada”, afirmou Luiz Antônio Santini, diretor-geral do Inca.
Entre as novas ilustrações, A vítima deste produto mostra um bebê morto dentro de um cinzeiro; em Infarto, uma cirurgia cardíaca deixa entrever um coração cheio de restos de cigarro; em Morte, o cadáver de um tabagista jaz numa mesa de necrotério; em Gangrena, um pé aparece mutilado pela doença; em Horror, uma mulher descobre a ação do tabagismo na aparência; e em Sofrimento, mãe e filho assistem ao marido e pai morrendo em uma cama de hospital.

- Ministério da Saúde libera recursos para implantação de serviço odontológico especializado em Capanema - Pará
- Em 21/05/2008
* A população do município de Capanema (PA) vai contar com atendimento odontológico especializado. É que o Ministério da Saúde está repassando ao município R$ 40 mil para a adaptação do espaço físico onde funcionará o Centro de Especialidades Odontológicas.
A Prefeitura tem prazo de 90 dias para concluir a obra e implantar o serviço. A portaria que autoriza o repasse foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira, 20 de maio. A iniciativa faz parte do Programa Brasil Sorridente, do governo federal.
Além de financiar a obra, o Ministério da Saúde também fornece todos os equipamentos, como cadeiras, refletores, compressores, aparelhos de raio-x dentário, amalgamador e canetas de alta e baixa rotação.
O Centro de Especialidades Odontológicas funcionará com três consultórios e deverá prestar serviços à população local por no mínimo quarenta horas semanais.
Quando começar a funcionar, o município também receberá recursos, a título de incentivo, para o custeio mensal.
O Centro atenderá aos pacientes encaminhados pelas equipes do Programa Saúde da Família. A unidade é preparada para atender à população em serviços de maior complexidade, como diagnóstico bucal, com ênfase na detecção do câncer bucal, periodontia especializada, cirurgias orais dos tecidos moles e duros e endodontia, inclusive para portadores de necessidades especiais.

Boletim da Agência Saúde - ANVISA
:: Mais informações: Assessoria de Imprensa da Anvisa - Tel: (61) 3462-6710/3462-5373 - Plantão: (61) 9674-8388 :: Portal: www.anvisa.gov.br :: E-mail: imprensa@anvisa.gov.br
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FRASES CÉLEBRES: “Um editor de jornal é alguém que separa o trigo do joio - e imprime o joio.”
Adlai Stevenson, político americano.
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Nosso Site: BragaWeb Nosso Clube: Bragantino Clube do Pará Nossa TV: TV Liberal - ENS: 

SUGESTÕES
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